A recente filiação de 19 prefeitos ao Partido Liberal (PL), neste domingo (21), redesenha o mapa político de Mato Grosso do Sul. Com a adesão, o PL, agora sob o comando de Reinaldo Azambuja, assume a segunda posição no número de prefeituras no Estado, mas ocupa apenas o terceiro lugar quando se considera o tamanho dos municípios, com 17% do eleitorado.
Apesar da debandada, o PSDB mantém-se à frente em número de prefeituras, com 26 cidades governadas atualmente, e segue em segundo lugar no eleitorado, com 27%. Já o PP, partido de Tereza Cristina e novo lar político de Eduardo Riedel, figura como terceiro em quantidade de prefeituras, com 18, mas lidera em termos de eleitores, abarcando 44% do eleitorado sul-mato-grossense.
O PP deve consolidar ainda mais sua posição, com a expectativa de que seis prefeitos recém-eleitos se filiem ao partido, incluindo nomes de destaque como o prefeito de Três Lagoas, Doutor Cassiano (PSDB), e o de Antônio João, Marcelo Pé.
O MDB, que elegeu dez prefeitos nas últimas eleições, sofreu perdas recentes, com a saída de Lucas Foroni para o PP e a realização de eleição suplementar em Paranhos. Atualmente, o partido tem oito prefeituras, representando apenas 3% do eleitorado.
Outros partidos no Estado registram números modestos: o PSB governa apenas Corumbá, mas soma 3% do eleitorado, enquanto o PSD possui três prefeituras, totalizando apenas 1,8% dos eleitores.
O movimento evidencia que, embora o PL esteja ampliando sua presença territorial, o poder real de influência política no Estado continua concentrado em partidos que controlam municípios com maior número de eleitores, como PP e PSDB, indicando que o cenário eleitoral de MS seguirá competitivo e estratégico nos próximos anos.





















