Região da Orla Ferroviária está abandonada pelo Poder Público e moradores gritam por socorro

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Cartazes pregados no muro pedindo ajuda (Foto: Enviada ao Enfoque MS)

É usando o método antigo dos cartazes, com frases escritas à mão, letras coloridas e bastante chamativas, que a comunidade da Orla Ferroviária, em Campo Grande, tenta despertar a atenção do Poder Público para um problema que transformou a região histórica em uma verdadeira zona de depredação, com pichação, sujeira e muito barulho, especialmente no período da madrugada.

Nessa segunda-feira (13), um grupo de vizinhos se reuniu para protestar em frente à sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na Rua General Melo. Segundo dizem, a região sempre sofreu com a depredação, mas, nos últimos meses, com o aumento de bares noturnos, os danos materiais também cresceram, bem como a perturbação de sossego.

Pedindo providências urgentes, os moradores chamaram a imprensa para expor a realidade e pregaram os cartazes em um muro completamente rabiscado por vândalos, tentando esconder a poluição visual que está encobrindo os imóveis e até monumentos, como a locomotiva Maria Fumaça, um dos cartões-postais da Capital.

Região da Orla Ferroviária está abandonada pelo Poder Público e moradores gritam por socorro
Foto: Enviada ao Enfoque MS

Além da pichação, a população lista uma série de transtornos que comprometem tanto o patrimônio quanto a qualidade de vida: furtos frequentes, uso de drogas, descarte irregular de lixo, barulho excessivo e até mesmo relatos de atividade sexual em plena via pública.

Na noite de domingo (12), uma moradora teve o aparelho de ar-condicionado furtado por volta das 23h. Outra reclamação é que a Rua Doutor Ferreira está sendo usada como banheiro público dos frequentadores dos bares que funcionam durante toda a madrugada no bairro.

O que é cobrado às autoridades

Além da associação de moradores, participaram do ato representantes de entidades ligadas aos ferroviários e à preservação cultural. Eles pedem:

  • Reforço imediato da segurança pública na região;
  • Plano de manutenção e conservação dos imóveis tombados;
  • Fiscalização rigorosa do horário de funcionamento e das regras sanitárias dos estabelecimentos comerciais;
  • Ações de ocupação cultural que devolvam sentido ao espaço.