Enquanto manifestações contrárias à anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro reuniam milhares de pessoas nas principais capitais do país neste domingo (21), o relator do projeto na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), avançava nas articulações para definir o texto final da proposta.
A agenda do parlamentar inclui um encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda na noite deste domingo, em Brasília. A reunião depende apenas do retorno de Motta à capital, após compromissos em São Paulo. O objetivo é acertar o calendário de tramitação da matéria, que o próprio relator rebatizou como PL da Dosimetria.
Segundo interlocutores, em um cenário otimista, a proposta pode ser levada ao plenário já na próxima quarta-feira (24). O avanço, no entanto, depende de aval das principais lideranças do Congresso. Para isso, Paulinho da Força deve dialogar tanto com a esquerda quanto com a direita nos próximos dias. Reuniões com líderes do PT e do PL estão previstas para segunda (22) e terça-feira (23).
Entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda há divisão sobre transformar a pauta da anistia em um acordo em torno da dosimetria das penas. Críticos se mobilizaram nas redes sociais neste domingo, repercutindo os protestos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, publicou uma imagem no X ironizando a presença de artistas nos atos: “anistiados contra anistia é hipocrisia”.
Do outro lado, governistas avaliam que a força das manifestações — como as registradas em Copacabana, no Rio, e na Avenida Paulista, em São Paulo — fortalece a posição da base nas negociações desta semana.





















