A valorização e o respeito aos trabalhadores da cultura foram temas abordados na Tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande por Romilda Pizani, representante do Fórum de Cultura, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, dia 3. O convite para falar do assunto foi feito pela vereadora Luiza Ribeiro.
“Precisamos construir políticas públicas que olhem os artistas com respeito, como trabalhadores da cultura”, enfatizou Romilda Pizani, que trouxe a necessidade de todos unirem-se para pensar a cultura de Campo Grande e o respeito aos trabalhadores da área. “É inadmissível a criminalização com os fazedores de cultura”.
Ela enfatizou a importância da segurança para os artistas e para as pessoas que desejam prestigiar as artes, além da necessidade de mais visibilidade. Romilda Pizani defendeu a construção de uma política onde não haja truculência policial, onde artistas possam fazer seu trabalho de forma respeitosa.
“A cultura salva, precisa ser valorizada”, defendeu, acrescentando que os artistas não querem ter a sensação de medo para saírem às ruas, trabalharem e também contribuírem com o PIB (Produto Interno Bruto) do Município. A flexibilização da Lei do Silêncio também foi abordada.
A vereadora Luiza Ribeiro ressaltou a relevância dos temas discutidos. Ela citou que o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), no Bairro Lageado, está fechado e conta com teatro, quadras e poderia ser usufruído pela comunidade, ao criticar o abandono do local. Que cidade estamos construindo se o que a gente consegue colocar pela cultura é destruído pela política pública?”, questionou. Ela falou ainda sobre a Rua 14 de Julho e a Esplanada Ferroviária para que os locais sejam respeitados, citando a gravidade dos casos de truculência que têm ocorrido, da pressão policial, prejudicando quem trabalha na área. A vereadora acrescentou que deve propor Audiência Pública para tratar esse tema.
O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, enfatizou como prioridade a Câmara ser a sede dos debates importantes da cidade. Ele citou os vários trabalhos e projetos voltados à cultura discutidos e aprovados na Câmara, mas pontuou as dificuldades com a barreira para convencimento do Executivo em colocar em prática as legislações.





















