Publicado em 10/04/2018 17h42
TJ livra presidente da CPI que abriu caminho para cassação de ex-prefeito de Campo Grande
Edil Albuquerque foi um dos 23 acusados pelo MP sobre um esquema para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.
G1 MS
Os desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) decidiram por unanimidade reconhecer o recurso que afastou a acusação contra o então presidente da Comissão Processante de Inquérito (CPI) da Inadimplência, ex-vereador Edil Albuquerque (PTB), de participação do esquema na cassação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).
Edil é o quarto vereador a se livrar da acusação entre os 23 denunciados pela Operação Coffee Break, do Ministério Público do Estado (MP-MS). Outros que estão livre da denúncia são o deputado estadual Paulo Siufi (MDB), presidente da Câmara Municipal vereador João Rocha (PSDB), e o ex-vereador Edson Shimabukuro.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, disse que o Ministério Público deve recorrer das decisões que livraram os investigados.
Operação
A operação foi deflagrada em 2015 para apurar suposto esquema de propinas e compra de voto na Câmara Municipal de Campo Grande para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal, em 12 de março de 2014.
No dia da operação, nove vereadores foram conduzidos para prestar depoimento na sede do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), além de afastar dos cargos o então prefeito Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar Fonseca (MDB).
Promotores analisaram o período do segundo semestre de 2013 até depois da cassação. Três pessoas, indiciadas por corrupção ativa, atuaram para angariar votos para a cassação, realizando reuniões e oferecendo vantagens. Houve inclusive compra de apoio para afastar Bernal.
Todas essas pessoas movimentaram duas a três vezes dos ganhos anuais. Segundo o Gaeco, um vereador declarou ter recebido R$ 393 mil no ano de 2013 e movimentou em suas contas R$ 4,3 milhões.
Cinco pessoas foram identificadas como articuladoras do esquema. Elas são ligadas à área empresarial e da área política, que efetivamente desenvolveram uma postura mais ativa.
Nesse mesmo dia, Bernal voltou à administração municipal após um ano e cinco meses da cassação. O pepista tentou a reeleição em 2016, mas obteve 26,01% dos votos no primeiro turno e ficou fora do segundo.





















