Vice-prefeito e 7 suplentes assumem cargos de Ladário

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O prefeito, 7 vereadores e o secretário de educação foram presos nesta segunda-feira (26) por participação em esquema de pagamento de propina em troca de aprovação de projetos.

27/11/2018 07h18
Por: Redação

Em cerimônia na noite de segunda-feira (26), o vice-prefeito de Ladário (MS), Iranil Soares (PSDB) assumiu o cargo de prefeito da cidade. Sete suplentes de vereadores também assumiram os cargos nesta segunda: Ludimir Ferreira de Souza, o Xumi (PSB); Rubens Rojas Gimenes (PTB); Delary Bottega Ebeling (PP); Antonio João Conde da Silva (PSDB); Gesiel Paiva Figueiredo, o Gesiel da Levytur (PEN); Rosiane Arnaldo (PSB), conhecida como Zica e Marcos Fernando da Silva Cordova (PPS) e o Papai Noel, líder comunitário do Bairro Nova Aliança, na cidade, que teve 157 votos depois de uma campanha percorrendo as ruas de Ladário de bicicleta.

Na cerimônia, com direito a Câmara de Vereadores lotada, o presidente da casa de leis, Fábio Peixoto (PTB) declarou a vacância do cargo de prefeito e empossou oficialmente o pastor, que não tem carreira na administração do município.

Quanto a atual crise política na cidade Iranil pontuou que o momento exige ação. “O município não pode parar e tem pessoas que estão dispostas a nos ajudar a atravessar esse momento. Vou dar prioridade para alguns servidores de carreira e a primeira medida é saber como a administração se encontra”, comentou.

Prisões

O agora ex-prefeito de Ladário (MS), Carlos Anibal Ruso, foi preso na manhã de ontem (26) junto com 7 vereadores da cidade e o secretário de educação, Helder Botelho, por suspeita de pagamento de “mensalinhos”, valores cerca de R$3 mil em troca de aprovação de projetos, segundo o Ministério Público.

Além dele, foram presos o secretário municipal de educação, Helder Naulle Paes, e os vereadores Augusto de Campos, Lília Maria de Vilavalva de Moraes Silva, Paulo Rogério Feliciano Barbosa, Osvalmir Nunes da Silva, André Franco Caffaro, Agnaldo dos Santos Silva Junior e Vagner Gonçalves.

Apenas quatro não são investigados pelo Gaeco. Três deles, o presidente do Legislativo, Fábio Peixoto (PTB); Jonil Júnior Gomes Barcelos (PMN) e Daniel Benzi (PMDB) colaboraram diretamente para que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Ministério Público levantassem provas sobre o pagamento de “mensalinho”.

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