É #FAKE que TSE comprou 32 mil urnas eletrônicas grampeadas

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Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem diz que o Tribunal Superior Eleitoral comprou 32 mil urnas grampeadas para definir as eleições de 2022. É #FAKE.

A legenda do vídeo diz: “O STE comprou 32 mil urnas grampeadas para definir as eleições“. O homem no vídeo diz: “O STE comprou 32 mil urnas novas, 32 mil urnas novas que estão lá estocadas, prontas para fazer o que eles querem, esperar o resultado que eles quiserem. E são intocáveis, eles não deixam ninguém chegar nem perto destas urnas. Estão lá no estoque guardadas, só para usar no dia da eleição. Essas 32 mil urnas, quanto é de voto? Quanto tem de voto? 32 mil urnas. E essas urnas estão lá estocadas, intocáveis. Ninguém chega perto delas. Para dar o golpe final no Brasil.”

Não é verdade que urnas grampeadas possam ser usadas nas eleições sem antes serem verificadas. Antes de começarem a ser usadas, do dia da eleição, em cada uma delas, ocorre a impressão da zerésima, comprovante de que não há nenhum voto na urna. Dezenas de procedimentos garantem a integridade do processo de votação, que é fiscalizado e verificado antes, durante e depois das eleições. Veja cronologia abaixo.

O documento zerésima é impresso logo após o procedimento de inicialização da urna. Antes de o primeiro eleitor se dirigir à urna eletrônica para votar em cada uma das seções eleitorais, o presidente da mesa receptora de votos já deverá ter ligado o equipamento, na presença dos mesários e fiscais de partidos políticos, para emitir o relatório da zerésima. O documento contém toda a identificação da urna. Comprova que nela estão registrados todos os candidatos e que não há voto computado para nenhum deles. Ou seja, confirma que a urna tem “zero voto”.

As urnas estão sendo testadas por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Eles medem a segurança dos equipamentos (hardware) e conjunto de programas (softwares) da nova urna eletrônica. Por meio de ataques direcionados, os estudantes tentam quebrar o sigilo ou alterar a destinação dos votos. Além disso, as novas urnas passaram por auditorias na fábrica, conduzidas pela equipe do TSE, que acompanhou todo o processo de produção.

O TSE comprou, na verdade, 224.999 novas urnas eletrônicas modelo UE 2020. A entrega foi feita em etapas, a partir de dezembro de 2021. A última leva foi entregue em julho de 2022.

Uma série de procedimentos de segurança e transparência garante a fiscalização e auditoria do voto eletrônico, com ampla da sociedade e dos partidos políticos.

CRONOLOGIA DA AUDITORIA E FISCALIZAÇÃO DAS URNAS

ANTES DA ELEIÇÃO

  • Abertura do código fonte

Etapa de fiscalização e auditoria na qual são abertos todos os códigos dos sistemas da urna eletrônica, incluindo sistema operacional, bibliotecas, programas de criptografia e os respectivos compiladores, além dos sistemas utilizados na geração de mídias para as urnas eletrônicas, bem como os usados na transmissão, no recebimento e no gerenciamento dos arquivos de totalização.

  • Teste público de segurança (TPS)

Evento no qual a Justiça Eleitoral disponibiliza as urnas eletrônicas e os sistemas a serem utilizados na eleição vindoura para ataques, em busca de se encontrar possíveis vulnerabilidades. Difere-se da etapa de fiscalização do código-fonte porque, no TPS, além de ter acesso ao código-fonte, os investigadores podem propor e executar planos de ataques e verificar sua efetividade.

  • Teste de confirmação do TPS

Evento realizado no primeiro semestre dos anos eleitorais para verificar se as eventuais vulnerabilidades identificadas no TPS foram corrigidas pela Justiça Eleitoral.

  • Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas

Evento público no qual o TSE assina digitalmente todos os sistemas que serão usados nas eleições, sendo armazenada cópia na sala-cofre do TSE.

  • Cerimônia de Geração de Mídias

Cerimônia pública na qual são preparadas as mídias com os dados a serem inseridos nas urnas eletrônicas: partidos políticos, federações, coligações, público votante, seções eleitorais, pessoas candidatas, sistemas utilizados nas urnas para auditoria, votação, apuração justificativa de voto, entre outros.

  • Cerimônia de Preparação de Urnas

Cerimônia pública na qual as mídias geradas para cada seção eleitoral são inseridas nas urnas eletrônicas, de modo a carregá-las com os dados e os sistemas a serem utilizados na eleição. Após a carga, as urnas são fisicamente lacradas e ficam prontas para serem utilizadas nas eleições.

  • Verificação dos sistemas eleitorais instalados no TSE e dos destinados à transmissão dos BUs

Cerimônia pública na qual é possível se verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas utilizados no gerenciamento da totalização e no envio, transporte e recebimento dos BUs.

NO DIA DA ELEIÇÃO

  • Auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas (Teste de Integridade)

Votação pública, aberta e auditada, em uma urna eletrônica que estava pronta para uso na eleição, utilizando-se os mesmos votos em cédula de papel que também são depositados em uma urna de lona. Ao final, compara-se o resultado da urna eletrônica com os da urna que recebeu votos em papel.

ula nas redes sociais um vídeo em que um homem diz que o Tribunal Superior Eleitoral comprou 32 mil urnas grampeadas para definir as eleições de 2022. É #FAKE.

Fonte: Portal G1