A família viu a Justiça ser feita, apesar de não trazer de volta, a então artista plástica Catarina Maria Marquesi Moreira, assassinada aos 72 anos, em 4 de maio de 2021, no bairro Monte Castelo, região centro-norte de Campo Grande. O algoz da senhora, o funileiro Thalis Guinter Ambrósio Pereira, 31 anos, foi condenado a 27 anos de prisão, neste processo divulgado resultado nesta terça-feira (23). Agora, o rapaz tem sentenças que somam mais que sua idade, pois além deste hoje, ele já foi condenado em outro processo, elevando a pena total em 39 anos de reclusão. Catarina foi morte com certa violência aplicada e asfixiada, por ter reagido a suposto roubo de meio milhão que teria em casa.
A atual condenação de Thalis Pereira, foi pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte0, em processo que tramitou na 1ª Vara Criminal de Campo Grande em segredo de Justiça. Apesar de nãos er seu papel, a informação da sentença foi divulgada hoje pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que falou da condenação, mas não precisou a data em que ocorreu o julgamento final ocorreu. “Foi há alguns dias”.
A então investigação da PC-MS, via Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Furtos) chegou a dois suspeitos, Thalis Pereira e o comparsa, Cezar Antunes de Lima, vulgo Tucano, 36 anos. Thalis foi preso no dia 13 de maio de 2021 pelo crime. O comparsa morreu no dia 14 de maio, em confronto com policiais, no Bairro Jockey Club.
A artista plástica foi morta em casa, no Bairro Monte Castelo, por Thalis e Cezar, que pularam o muro e arrombaram a porta do ateliê de Catarina. O plano deles era encontrar o cofre que acreditavam ter na casa e roubar R$ 500 mil, quantia que teria sido dada como certa por Tucano. Contudo, a dupla foi surpreendia pela artesã, que gritou por socorro. Assim, ela foi agredida com a socos, tendo até dente arrancado, imobilizada com fios de telefone e a boca tampada com pano. Catarina Moreira morreu, vítima de asfixia mecânica por sufocação direta.

Condenações
No dia 14 de dezembro de 2021, Thalis Pereira já havia sido condenado a 12 anos, 5 meses e 26 dias de prisão, em regime fechado, pelo crime de tráfico de drogas. Segundo a denúncia, ele foi flagrado com quatro porções de maconha, totalizando 14,2 gramas e 45 porções de cocaína, pesando 19,1 gramas da droga.
Agora, aumentou e ratificou a ficha policial, passando novamente a condenado, neste caso pelo latrocínio. Neste são mais os 27 anos.
O latrocida ainda responde a outro processo, por roubo majorado, com pena máxima de 15 anos de reclusão. Esta ação ainda está em tramitação e não teve decisão judicial.



















