Reforma da ferrovia no Estado começa em 2018, diz governador

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Publicado em 19/12/2017 18h40

Reforma da ferrovia no Estado começa em 2018, diz governador

Reforma da ferrovia no Estado começa em 2018, diz governador

Correio do Estado

Na avaliação do governador Reinaldo Azambuja, ampliar e modernizar uma malha ferroviária que já existe é muito mais viável e competitivo do que iniciar um projeto do zero, como foi estudado anteriormente. A afirmação aconteceu durante a apresentação do consórcio da Ferrovia TransAmericana, realizada nesta terça-feira (19), no auditório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

“Alguns dos projetos analisados anteriormente eram utópicos, pois, é muito mais sensato dar andamento a uma malha que já existe do que iniciar uma ferrovia nova com rota prevista para chegar até o Amazonas. Então, temos que focar os esforços na melhoria de condições do trecho entre o Porto de Santos e Santa Cruz de La Sierra, visto que será mais vantajoso economicamente, além de exister uma demanda de cargas que atrairá investidores”, argumenta.

Para o diretor-executivo do consórcio TransAmericana, Daniel Rossi, três fatores serão fundamentais para a viabilidade econômica da ferrovia. “Em primeiro lugar, a prorrogação do contrato de concessão para mais 30 anos, visto que faltam apenas oito para concluir o que está em cumprimento. A reforma da malha ferroviária precisará de investimentos expressivos, visto que o traçado original é de 1915; e por fim, conseguir garantias para fontes de financiamento”, observa o profissional que já atuou em outras empresas do segmento.

EVOLUÇÃO

O titular da Semagro, Jaime Verruck, lembrou a mudança no teor das discussões realizadas sobre transporte ferroviário de 2015 para 2017. “Acredito que na atualidade temos um dos melhores cenários sobre o setor, pois, a notícia que recebemos há dois anos foi de que a Ferroeste seria desativada. Entretanto é importante ressaltar que mesmo com todos os desafios, a ferrovia estadual funciona e realiza deslocamento regular de cargas entre Corumbá e o Porto de Santos”, esclarece.

Verruck acrescentou que três empresas possuem contratos formalizados com a rede de transporte: Orbital, Vale e Fibria e a partir de 2018, a Cargil utilizará os serviços em Três Lagoas. “Para ter o nível logístico desejado é preciso investir na ferrovia. Este ano foi assinado um acordo de operacionalização internacional entre o Brasil e Bolívia, para formalizar o transporte de trem entre os dois países, e, a ureia que hoje sai da Bolívia com destino a Porto Quijarro possa chegar até Campo Grande”, pontua.

Na avaliação do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Três Lagoas, Antônio Luiz Empke, a ampliação da malha ferroviária será uma grande conquista para a região da Costa Leste do estado. “Na atualidade, Três Lagoas é responsável por 31,7% de toda exportação sul-mato-grossense, então acredito que a melhoria na logística do transporte ferroviário fortalecerá ainda mais nossa posição geográfica estratégica”, observa.

Já o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Corumbá, Renato Lima, avalia que o município é a melhor opção para modernizar o transporte ferroviário, visto que a região oferece outras alternativas logísticas. “Temos um modelo pronto que opera até o Porto de Santos, uma hidrovia que vai até o Rio da Prata e um aeroporto internacional. Todos estes fatores nos colocam em posição privilegiada, por isso, o que precisamos é melhorar os serviços oferecidos e divulgar a ampliação da rota”, conclui.

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