Deputado de MS é condenado por crime de ódio via Facebook, mas culpa é da ditadura

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Foto: Ilustração

O deputado estadual Rafael Tavares (PRTB), tem nova condenação judicial, desta vez até a prisão, apesar de regime aberto, por pratica de ‘crime de ódio’, via postagem na rede social do Facebook. O parlamentar da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), foi cassado e perdeu mandato, mas como está recorrendo, continua no cargo. Mas, como o enfoque MS noticiou na semana passada, Tavares se aproxima de perder em definitivo o mandato com MPF dando parecer contrário a recurso no TSE . Assim, ele tem novo problema pela frente, sendo condenado a 2,4 anos, de reclusão em regime aberto, bem como a pagar multa de 20 salários mínimos.

Apesar de todo processo legal e motivos de apontados crimes, com a cassação e mais a ação publicada nesta segunda-feira (11), que vem de quase cinco anos atrás, faz com que o ainda deputado, culpa a tudo e todos, apontando que “estamos vivemos numa ditadura”. Tavares culpa ou joga seus dessabores com a Justiça, principalmente nas costa do PT, seu adversário politico e único alvo, apesar de não haver nenhuma ação deste partido contra ele.

“Em menos de uma semana, o PT mandou a Polícia Federal fazer busca na casa da minha assessora. O MPF pediu a cassação do meu mandato de deputado. Um Juiz me condenou por crime de ódio por fazer piada irônica no Facebook. Vão tentar de tudo para me destruir, mas esse é o preço que vou pagar por mexer no vespeiro de fiscalização na Cassems, de bater de frente com as raposas velhas do PSDB e por fazer oposição ferrenha ao PT. Vivemos uma ditadura no Brasil”, declarou hoje Tavares, ao ser procurado para falar da condenação que saiu hoje.

Deputado de MS é condenado por crime de ódio via Facebook, mas culpa é da ditadura

Tavares, desta vez, foi condenado pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior, da 2ª Vara Criminal, em ação de ‘crime de ódio’, por um comentário feito no dia 30 de setembro de 2018, onde disse que não via a hora de Jair Bolsonaro vencer as eleições daquele. Ao final, foi quando o agora ex-presidente, venceu sua primeira e única eleição presidencial.

Saiba o que realmente Tavares disse e agora foi condenado

No entendimento do juiz, o deputado cassado, no mínimo, como cidadão comum, há cinco anos atrás, assumiu o risco de induzir as pessoas a praticarem discriminação ou preconceito étnico e racial.

“Não vejo a hora do Bolsonaro vencer as eleições e eu comprar meu pedaço de caibro para começar meus ataques. Ontem, nas ruas de todo o país, vi muitas famílias, mulheres e crianças destilando seus ódios pela rua, todos sedentos por um apenas um pedacinho de caibro para começar a limpeza étnica que tanto sonhamos!”, postou Tavares, em 2018, quando ainda não era deputado.

O magistrado pontuou que não há indicativos de ironia no texto do então cidadão sem cargo eletivo, como alegou Tavares em processo e repetiu hoje em sua fala acima, onde ressaltou sobre dias e várias ações negativa contra sua pessoa. Ele foi eleito ao primeiro mandato em 2022.

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