Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Campo Grande promoveu, nesta quarta-feira (11), Sessão Solene de Outorga da Medalha Legislativa Celina Martins Jallad. A homenagem proposta pela Mesa Diretora da Casa de Leis celebrou e reconheceu mulheres da Capital que se destacam por suas contribuições à sociedade. Durante a solenidade, os discursos ressaltaram a força feminina, a importância do respeito às mulheres e o combate à violência de gênero, incluindo a tipificação do feminicídio.
Em nome das homenageadas, a diretora-adjunta da Agetran, Andreia Torres, iniciou os discursos da solenidade ressaltando a potência de ser mulher. “Todas as mulheres que estão aqui sendo homenageadas merecem, todos os dias, esse reconhecimento. Mulheres que, com dedicação, amor e coragem, cuidam de suas famílias, enfrentam desafios, trabalham, sonham e ajudam a construir um mundo melhor. Cada uma, à sua maneira, carrega uma história de luta e superação. Ser mulher é possuir uma força que muitas vezes nasce do cuidado, da sensibilidade e da capacidade de nunca desistir. Por isso, em nome de todas as homenageadas, agradeço por este momento, por reconhecer o nosso valor, de cada mulher que, todos os dias, com pequenos e grandes gestos, edifica suas famílias, seus trabalhos e a nossa sociedade campo-grandense”, afirmou.
A professora do Colégio Militar de Campo Grande, Aline Duenha, aproveitou o espaço para destacar o poder de transformação da arte e da cultura na vida de mulheres reais. “Uma mulher na periferia se preocupa com o filho. No geral, a preocupação da mãe é que o filho não entre nas drogas. Então, muitas vezes, o que ela precisa é de uma boa creche. Sempre sonhei que mulheres pudessem colocar seus filhos em projetos culturais, porque isso transforma profundamente uma comunidade. É dessa mulher que tenho vontade de falar, é essa mulher que quero enxergar, essa mulher que sofre na ponta da linha. Tenho esperança de que a arte seja vista como uma possibilidade real e concreta de transformação de vidas”, enfatizou.
Já a conselheira estadual da OAB, Vitória Junqueira, chamou atenção para a importância da tipificação do crime cometido contra a mulher. “Comemoramos o quê? Que cada vez mais os casos de feminicídio vêm à tona. É importante entender que ele ocorre por questões de gênero. Eu sei que ainda temos resistência em compreender por que foi criado um tipo de crime específico para a morte de mulheres. O feminicídio tem, no Brasil, um peso punitivo diferente do homicídio, porque os homens não morrem ou são violentados simplesmente por serem homens, as mulheres, sim”, declarou.
A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Iacita Azamor, reforçou a importância de falar sobre os números de feminicídio, mas também destacou em seu discurso a força de Celina Martins Jallad, que empresta o nome à homenagem. “É importante falar de feminicídio, porque temos números alarmantes. Mas também é importante ressaltar que Campo Grande foi a única capital que reduziu em quase 50% o número de feminicídios em 2025. Neste momento, gostaria de falar sobre Celina Jallad. Tenho um trabalho em defesa dos direitos das mulheres há quase 30 anos, e a Celina nos abria portas. Isso serviu de inspiração para que eu continuasse nessa luta. Ela era uma mulher à frente do seu tempo. É importante que se faça esse registro em relação à Celina”, ressaltou.
A prefeita Adriane Lopes participou da entrega das homenagens e falou da urgência do respeito às mulheres. “Nós, mulheres, estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o que precisamos é do posicionamento e do respeito dos homens. Não queremos que ninguém facilite o nosso caminho. Uma mulher, quando se posiciona, passa por diversas dificuldades e obstáculos, mas não desmerecemos o caminho. Ele pode ser mais difícil, mas quando assumimos a responsabilidade, nós executamos”, disse.
A solenidade foi presidida pela vereadora Ana Portela, que em seu discurso detalhou a força real da mulher. “Toda vez que essa data chega, eu me faço sempre a mesma pergunta: o que estamos celebrando? Estamos celebrando a força da mulher, mas a resposta honesta vai além disso. Celebramos a capacidade que as mulheres têm de construir, de cuidar e de seguir em frente, mesmo diante de todas as dificuldades. Nós, mulheres, não precisamos destruir nada para construir. Nós edificamos o lar, o caráter dos filhos e a sociedade pelo exemplo daquilo que pregamos. Somos delicadas sem precisar ser frágeis, sensíveis sem ser fracas. Sabemos a hora de acolher e a hora de ser firmes, sabedoria que se aprende com a vida. A nossa verdadeira força não está na rivalidade com ninguém, mas na certeza de quem somos”, frisou.
Celina Jallad – A solenidade faz uma homenagem a Celina Jallad, professora e empresária do agronegócio. Ela foi deputada estadual por quatro mandatos e também foi a primeira mulher conselheira do Tribunal de Contas do Estado. Na sua carreira, esteve à frente de secretarias municipais e estaduais. É filha do ex-governador Wilson Barbosa Martins e de Nelly Martins. Celina Jallad faleceu em 2011.
A Sessão Solene foi instituída pela Resolução 1.301/19. Neste ano, 61 mulheres foram homenageadas pelos vereadores e vereadoras de Campo Grande durante a solenidade.
Confira a lista de homenageadas:
ANA PORTELA – IEDA CLEIDE PEIXOTO DA FONSECA, NAIANE BITTENCOURT e ANDREA LUIZA TORRES DE FIGUEIREDO DA SILVA
ANDRÉ SALINEIRO – MAURA BARBOSA DODERO e BERNADETE FREIRE CAMPOS
BETO AVELAR – LEONILDA GOMES DA ROCHA e WALKIRIA CRISTINA LEMES
CARLÃO – CLAUDIA QUEIROZ DE ALMEIDA SANTINELO e VANESSA ROEHR COIN
CLODOILSON PIRES – VALDA ANDERSON BORBA e MARIANA CERVAN NOVAES
DELEI PINHEIRO – BARBARA DE LEÃO FIGUEIREDO e MARY CRISTINA DELEON SOUZA DA SILVA
DR. JAMAL – VERA REGINA ARAKAKI ARATANI e IVONI KANAAN NABHAN PELEGRINELLI
DR. LÍVIO – ANA APARECIDA VACCARI DE CAMPOS
DR. VICTOR ROCHA – ROSENMARI WITWYTZKY
EPAMINONDAS NETO, PAPY – NATALIA RIOS GODOY TRAD MARTINS, SANDRA PIECZYKOLAN DE BARROS e WALESKA VEIGA ESPÓSITO BORGES
FÁBIO ROCHA – MONICA SATOLANI e LUZINETE DIAS DA SILVA
FLÁVIO CABO ALMI – FÁRIDA VIANA BALIZA DE OLIVEIRA
HERCULANO BORGES – CINTIA CARLA FAGUNDES DA SILVA e MARINALVA VICENTE RIBEIRO CAMPOS
JEAN FERREIRA – NANCINEIDE CÁCIA DA SILVA GONÇALVES e ROSELI FRANCISCO
JUNIOR CORINGA – MARIA ERINETE SANTOS e MARTA GONZALES
LANDMARK – SONIA MARA SILVA e TELMA CRISTINA FERNANDES
LEINHA – VOLEIDE LIMA DE OLIVEIRA e MÁRCIA TAVARES PORTO
LUIZA RIBEIRO – ESTELA MARCIA RONDINA SCANDOLA, THAIZE DE SOUZA REIS e IACITA TEREZINHA RODRIGUES DE AZAMOR PIONTI
MAICON NOGUEIRA – CÂNDICE GABRIELA AROSIO e IARA DINIZ CONTAR
MARQUINHOS TRAD – ELOISA FERNANDES e HELGA SILVA PEREIRA ROSA
NETO SANTOS – ANDREA ROSANA FERREIRA DE MATTOS e FABIANE DO NASCIMENTO TABOSA COENE
OTÁVIO TRAD – ROSANGELA PORTO ALEGRE TOMASI LOPES e MARIA BEATRIZ ALBUQUERQUE DE ALMEIDA
PROF. JUARI – JACKELYNE SANCHES DA SILVA, TATIANE DO NASCIMENTO MORI PAIXÃO e CELISA APARECIDA SILVA DE BARROS
PROF. RIVERTON – PAULA DA SILVA VOLPE e SOLANGE DE OLIVEIRA FAUSTINO
RAFAEL TAVARES – SAMARA REQUENA NOCCHI DE CASTILHO e EDILAINE GARCIA
RONILÇO GUERREIRO – VALERIA GARCIA GABAS e FERNANDA BARDAUIL
SILVIO PITU – MARIMAR DE JESUS B DA SILVA e LIDIANE PATRICIA DE OLIVEIRA POZZAN
VETERINÁRIO FRANCISCO – TEREZA DE SOUZA NOBRE e ADRIANA FERREIRA DE SOUZA LIMA
WILSON LANDS – HOZANA MELLO BASÍLIO e DAISY RODRIGUES DOS SANTOS
MESA DIRETORA – LAÍS CAROLINE FURLAN BERROCAL BARRETO e EUNICE BRITO SANTANA




















