Cenoura sobe 8,3% e lidera aumento de preços na Ceasa

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Caixa de 20 kg da cenoura passou de R$ 110,00 para R$ 120,00 (Foto: Ceasa/MS)

Levantamento semanal mostra variações para cima e para baixo no hortifrúti

Do carrinho de compras à mesa, a variação no preço dos alimentos segue pesando no bolso do consumidor em Mato Grosso do Sul. Nesta semana, a cenoura lidera as altas registradas na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS), com aumento de 8,33% e impacto direto no mercado atacadista de hortifrúti em Campo Grande.

A informação consta no levantamento da variação de preços da Ceasa/MS, referente ao período entre os dias 13 e 18 de abril de 2026, correspondente à 16ª semana do ano.

Cenoura lidera altas

O principal aumento foi registrado na cenoura. A caixa de 20 quilos passou de R$ 110 para R$ 120, alta de 8,33%.

Segundo a Ceasa, mesmo com estabilidade nas cotações no principal polo produtor do país, a oferta segue limitada. Produtores relatam dificuldades relacionadas ao calibre das raízes e ao aumento de distúrbios fisiológicos, como o chamado “ombro roxo”, o que compromete a qualidade dos lotes e reduz a disponibilidade no mercado.

Outros alimentos também subiram

Além da cenoura, outros produtos registraram alta na semana. A goiaba vermelha subiu 7,69%, com a caixa de 6 kg passando de R$ 60 para R$ 65.

O abacate teve aumento de 6,67%, com a caixa de 18 a 20 kg passando de R$ 70 para R$ 75. Já a batata inglesa subiu 5,88%, com o saco de 25 kg indo de R$ 170 para R$ 180.

A melancia graúda teve variação mais leve, mas também em alta. O quilo passou de R$ 2,90 para R$ 3,00.

Quedas nos preços

Na contramão das altas, alguns produtos ficaram mais baratos. A tangerina ponkan registrou a maior queda da semana, com recuo de 14,29%. A caixa de 18 a 20 kg caiu de R$ 80 para R$ 70, movimento ligado ao avanço da safra e aumento da oferta, principalmente em polos produtores como São Paulo.

O tomate saladetti também recuou 14,29%, com a caixa de 25 kg passando de R$ 160 para R$ 140, influenciado pelo aumento da oferta no mercado.

A alface crespa caiu 9,03%, com a caixa de 7 kg indo de R$ 60 para R$ 55. Já o quiabo teve redução de 7,61%, com a caixa de 15 kg passando de R$ 140 para R$ 130.

Oferta e clima influenciam mercado

De acordo com a Ceasa/MS, as variações estão diretamente ligadas a fatores climáticos, avanço de safra e custos logísticos. Em alguns casos, o aumento da produção pressiona os preços para baixo; em outros, a queda na oferta ou problemas de qualidade reduzem a disponibilidade e elevam os valores.

A tendência, segundo o levantamento, é de manutenção da oscilação nos preços nas próximas semanas, conforme o ritmo de colheita e distribuição dos principais polos produtores do país.