A Penitenciária Estadual de Dourados (PED), maior presídio de Mato Grosso do Sul com cerca de 2,8 mil internos e localizada a apenas 120 km da fronteira com o Paraguai, recebe nesta segunda-feira (15) um conjunto de operações e investimentos no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, desenvolvido em parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado.
Coordenadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), as ações reúnem a Força Penal Nacional, equipes de inteligência penal e 50 policiais penais estaduais do Comando de Operações Penitenciárias (Cope).
Duas frentes principais atuam no local:
- Operação Mute: realiza revistas estruturadas para apreensão de celulares e materiais proibidos dentro da unidade;
- Operação Modo Avião: utiliza tecnologia avançada para detectar e bloquear sinais de telefonia móvel, interrompendo a articulação de grupos criminosos a partir do presídio.
Também foi empregado um georradar, equipamento que identifica estruturas subterrâneas — como túneis ou cavidades — sem necessidade de escavações, aumentando a segurança contra fugas.

Modernização permanente via Projeto Padrão Segurança Máxima
A PED é uma das 138 unidades estratégicas do país contempladas pelo Projeto Padrão Segurança Máxima, que prevê investimentos para ampliar a capacidade de controle. A unidade deverá receber equipamentos como:
- Aparelhos de raio-X;
- Scanners corporais;
- Viaturas especializadas;
- Além de capacitação profissional para os servidores.
Atuação da Força Penal Nacional
Por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, a Força Penal Nacional foi autorizada a atuar em Mato Grosso do Sul por um período inicial de 90 dias. A equipe reúne policiais penais de oito estados brasileiros, somando experiência e boas práticas ao trabalho local.
Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a integração entre União e estados é essencial: “Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade”.
Já o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou a localização estratégica da unidade: “A PED desempenha papel fundamental para a segurança da região. Essa ação conjunta eleva os padrões de controle e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado”.



















