Polícia descarta feminicídio e confirma morte natural de mulher no bairro Los Angeles

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Vítima foi encontrada caída no quarto da casa (Foto: Redes sociais)

A mulher de 39 anos morta no bairro Los Angeles, em Campo Grande, na sexta-feira (12), não foi assassinada pelo companheiro, conforme se acreditava no primeiro momento da apuração. Nesse sábado (13), a investigação da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) atualizou os fatos e confirmou que ela sofreu um infarto fulminante.

Conforme o registro, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h15 para atender uma mulher com quadro de palidez e a boca arroxeada em uma residência na Rua Antônio Luís Pereira. Minutos depois, uma nova chamada relatou que ela estava tendo uma parada cardiorrespiratória.

Quando a equipe de resgate chegou ao imóvel, a mulher já estava caída no chão do quarto e sem sinais vitais. A Polícia Militar também foi acionada e identificou inconsistências no relato de um homem que estava na residência durante os trabalhos de resgate. Inicialmente, ele se apresentou como um “amigo”, mas, conforme apurado pela equipe policial, seria companheiro da vítima.

Diante das contradições e da impossibilidade de definir a causa da morte no local, o homem foi detido e encaminhado à DEAM para prestar esclarecimentos. Em depoimento, ele detalhou que mantinha um relacionamento com a vítima de forma discreta, pois ela estava em processo de divórcio, cujo ex-marido era considerado abusivo e violento.

O homem também alegou que não era conhecido por todos os familiares dela. Ainda no depoimento, contou que, durante a manhã do falecimento, a mulher acordou muito mal, com vômitos intensos. Ela chegou a fazer um teste de gravidez, que deu negativo, e ainda levou a filha a um curso antes de se sentir ainda pior. O quadro evoluiu para o infarto, que a matou.

Provas que descartaram crime

Conforme explicou a delegada Elisângela Cristaldo, responsável pelo caos, todos os elementos apontaram para uma fatalidade:

  • Sem sinais de luta ou agressão: A casa estava em perfeita ordem, sem sinais de confronto, e o corpo não apresentava hematomas, feridas ou marcas de violência;
  • Histórico de saúde: A filha de 16 anos contou que a mãe vinha se queixando de dor no peito há semanas, acreditando ser crise de ansiedade. Ela tinha receitas de medicamentos para depressão e transtornos emocionais;
  • Comportamento do companheiro: Ele agiu rapidamente ao notar o mal-estar, tentou manobras de ressuscitação e acionou o socorro. Não tem antecedentes criminais nem histórico de violência;
  • Versões coincidentes: O depoimento do namorado bateu com o da filha e com as evidências encontradas no local.

Com a conclusão da investigação, não há mais suspeita de crime, e o caso segue agora para os trâmites legais de liberação do corpo e registro do óbito.