Programa do Ministério da Justiça soma mais de 3,5 milhões de aparelhos cadastrados e conta com banco nacional para consulta de celulares com restrição
A proteção do celular em caso de roubo, furto ou perda ganhou cada vez mais adesão no Brasil. Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o programa Celular Seguro já registrou mais de 81,8 mil alertas somente em 2026, enquanto o número de aparelhos cadastrados ultrapassa 407 mil neste ano. A ferramenta permite bloquear rapidamente o dispositivo e a linha telefônica, dificultando a ação de criminosos.
Criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e lançado em dezembro de 2023, o programa soma, desde o início de funcionamento, 3.567.709 celulares cadastrados, 2.701.195 pessoas de confiança registradas e 281.123 alertas de roubo, furto ou perda emitidos em todo o país.
A plataforma foi desenvolvida para agilizar a resposta em situações de roubo, furto ou perda de celulares. Ao registrar um alerta, o usuário pode solicitar o bloqueio do aparelho e da linha telefônica, reduzindo o risco de uso indevido e dificultando a comercialização do dispositivo no mercado ilegal.
Em 2026, até o dia 30 de julho, o sistema contabilizou 81.843 alertas, além de 407.514 novos celulares cadastrados. No mesmo período, 261.046 pessoas de confiança foram adicionadas pelos usuários. Esse recurso permite que uma pessoa previamente autorizada faça o bloqueio do aparelho e da linha caso o proprietário não consiga agir imediatamente.
Banco nacional amplia combate ao comércio ilegal
O programa ganhou um reforço em junho deste ano com a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A base reúne informações sobre aparelhos com registro de roubo, furto ou perda em todo o Brasil.
Com a novidade, qualquer cidadão pode consultar gratuitamente a situação de um celular por meio do número do IMEI, código de identificação único de cada aparelho. A consulta permite verificar se o dispositivo possui alguma restrição antes da compra, ajudando a evitar a aquisição de celulares de origem ilícita.
Além do serviço disponível ao público, o banco de dados também passa a servir de apoio às forças de segurança, reunindo informações que podem ser utilizadas em investigações policiais e em ações de localização e recuperação de aparelhos roubados ou furtados.
Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa busca reduzir a circulação de celulares irregulares, fortalecer o combate ao mercado ilegal e ampliar a segurança dos consumidores.





















