Candidato ao governo, Jeferson Bezerra quer MS mais competitivo e equilibrado

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Foto: Divulgação/AGIR

O jornalista e redator Jeferson Bezerra (AGIR), de 53 anos, é mais um na corrida pelo cargo de governador de Mato Grosso do Sul. Ele participa de sua quinta eleição, sendo a primeira para o cargo estadual.

Conforme os dados divulgados na plataforma Divulgacand, Bezerra é natural de Dourados e tem o Ensino Médio completo. Ele não possui bens em seu nome, ou não declarou nenhum até a atualização do sistema dessa quinta-feira (13).

Ele preside o diretório estadual do Agir em Mato Grosso do Sul e terá como candidato a vice-governador Valdenir Duarte (AGIR), formando uma chapa pura para a disputa de logo mais.

Plano de governo

Como principal diretriz de seu Plano de Governo, Jeferson Bezerra propõe a geração de emprego e renda aliada à descentralização do desenvolvimento econômico. Intitulado “Mato Grosso do Sul: Emprego e Desenvolvimento Descentralizado”, o documento estabelece como prioridade fazer com que o crescimento econômico alcance diferentes regiões do Estado, com responsabilidade fiscal, transparência e gestão baseada em resultados.

O diagnóstico apresentado pela candidatura aponta que grande parte dos empregos formais e dos investimentos privados está concentrada em poucos polos. Segundo o plano, regiões como o Pantanal, o Cone Sul e as áreas de fronteira ainda crescem abaixo de seu potencial econômico. O documento também identifica oportunidades pouco exploradas em setores como bioeconomia, logística de fronteira e turismo sustentável.

A proposta está estruturada em três eixos. O primeiro é voltado à geração de emprego e renda e prevê medidas para facilitar investimentos, estimular o empreendedorismo e qualificar trabalhadores de acordo com as características econômicas de cada região.

Entre as propostas está a criação do “Crédito MS Empreendedor”, uma linha de financiamento estadual com juros subsidiados e prazo estendido para micro e pequenas empresas do interior. O plano também prevê um alvará digital único e a simplificação de obrigações estaduais relacionadas a ICMS e licenciamento para pequenos negócios.

Na área de qualificação profissional, a candidatura propõe cursos técnicos regionalizados, em parceria com SENAI, SENAC e empresas consideradas âncoras, priorizando setores conforme a demanda de cada região, como agroindústria, logística, turismo e energia.

O plano também prevê apoio a arranjos produtivos locais e cadeias consideradas estratégicas, entre elas agronegócio, bioenergia, celulose e turismo. Para ampliar a geração de empregos fora dos principais centros, a proposta inclui incentivos fiscais regionalizados para atrair indústrias e centros de distribuição para diferentes regiões do Estado.

Desenvolvimento de acordo com a vocação de cada região

O segundo eixo estabelece uma política de desenvolvimento regional equilibrado. A proposta é direcionar investimentos públicos e iniciativas econômicas de acordo com as características de cada território.

Para a Grande Campo Grande, o plano prevê a consolidação da região como polo logístico, de serviços e inovação, com a função de irradiar oportunidades para outras áreas. Na Grande Dourados, a prioridade seria a agroindústria e a logística de exportação. Já a região de Três Lagoas e do Bolsão teria como focos energia, celulose e indústria de base.

No Pantanal, a proposta destaca o turismo sustentável e o ecoturismo. Para o Cone Sul e a região de fronteira, o plano aponta o comércio exterior e a logística de fronteira como atividades prioritárias.

A candidatura também defende a interiorização da estrutura administrativa do Estado, com escritórios e serviços estaduais distribuídos pelo território e concursos públicos com vagas regionalizadas. Outra proposta é a criação de um orçamento regionalizado, com recursos previstos por região no planejamento plurianual, permitindo maior previsibilidade e acompanhamento dos investimentos.

Saúde, educação, infraestrutura e segurança integradas ao desenvolvimento

O terceiro eixo trata dos serviços públicos como instrumentos de sustentação do desenvolvimento econômico. Saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e assistência social são apresentadas no plano de forma integrada.

Na saúde, a proposta é regionalizar a rede hospitalar e ampliar o uso da telemedicina para reduzir a necessidade de deslocamentos de moradores do interior até Campo Grande. Na educação, o plano prevê valorização dos profissionais e expansão do ensino técnico de acordo com as vocações econômicas regionais.

Para infraestrutura e logística, a prioridade seria direcionar investimentos em rodovias e conectividade aos polos regionais definidos no plano. Na segurança pública, a proposta prevê integração das forças de segurança, investimentos em tecnologia e ampliação da presença policial no interior.

Na área social, a candidatura propõe articular programas de inclusão produtiva às políticas de geração de emprego e renda, utilizando programas sociais como ponte para qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Conselho e painel público para acompanhar metas

O plano também apresenta mecanismos de governança para acompanhar a execução das propostas. Entre eles está a criação de um Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional, com participação do governo, prefeituras e setor produtivo.

Outra medida é o chamado “Orçamento por Resultados”, que vincularia recursos a metas relacionadas à geração de empregos e à presença do Estado nas diferentes regiões. A proposta inclui ainda um “Painel de Metas Aberto à Sociedade”, com indicadores públicos sobre emprego, investimentos e prestação de serviços.

Primeiras ações em 100 dias

O cronograma apresentado pelo candidato divide a execução das propostas em duas etapas. Nos primeiros 100 dias de governo, estão previstos o lançamento do alvará digital único, a simplificação inicial das obrigações estaduais para pequenos negócios, a instalação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional e a abertura do primeiro escritório estadual descentralizado em uma região considerada prioritária.

Ao longo do mandato, o plano prevê a expansão do Crédito MS Empreendedor para todas as regiões, ampliação dos cursos técnicos regionalizados, consolidação do orçamento regionalizado e do painel público de metas, além da atração de novas indústrias e centros de distribuição por meio de incentivos fiscais regionalizados.

O documento, entretanto, deixa algumas metas numéricas em aberto. A quantidade de empregos formais a serem gerados, o número de micro e pequenas empresas atendidas pelo programa de crédito, o número de municípios que terão serviços estaduais descentralizados e o volume de investimentos estaduais por região ainda aparecem como metas “a definir com a campanha”.

Nas considerações finais, Jeferson Bezerra afirma que a proposta busca construir um Mato Grosso do Sul mais competitivo e equilibrado, no qual cada região possa crescer a partir de suas próprias características econômicas. O plano estabelece planejamento, responsabilidade fiscal, transparência e geração de oportunidades como princípios para que o desenvolvimento seja percebido tanto na capital quanto no interior.