Candidatos ao governo de MS votam e revelam expectativas antes da apuração

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Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 (Foto: Reprodução)

Oito concorrentes foram às urnas neste domingo e fizeram avaliações distintas sobre campanha e resultado

Os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul foram às urnas neste domingo (4) em diferentes municípios do Estado e aproveitaram a votação para fazer um último balanço da campanha e falar sobre as expectativas para a apuração. Entre as manifestações, houve quem apostasse em segundo turno, quem demonstrasse cautela sobre o resultado e candidatos que destacaram as dificuldades enfrentadas durante a corrida eleitoral.

A disputa pelo governo estadual reúne Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), Delcídio Amaral (PRD), Economista Renato Gomes (DC), Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo) e Lucien Rezende (PSOL).

Jeferson Bezerra

Jeferson Bezerra (Agir) votou pela manhã em Dourados, na Escola Estadual Vilmar Vieira de Matos, no Jardim Rasselen. Ao avaliar a campanha, reconheceu as limitações de uma candidatura com estrutura menor e afirmou que não contou com recursos do fundo partidário nem tempo de televisão.

Segundo o candidato, a campanha contou principalmente com voluntários, amigos e apoiadores e percorreu cerca de 60 municípios, levando propostas para áreas como educação, saúde, cultura e segurança pública. “Não conseguimos chegar em todos os cantos do Estado como queria, mas fizemos a nossa parte”, afirmou.

Sem espaço na televisão, Jeferson disse que utilizou as redes sociais como uma das principais ferramentas para chegar aos eleitores. Ele afirmou, porém, que também não teve recursos para investir em impulsionamento.

Ao falar sobre as chances de vitória, o candidato reconheceu que considera pequena a possibilidade de terminar a eleição como governador diante da estrutura disponível, mas ressaltou que a decisão está nas mãos do eleitor. “A chance de chegar a ser governador do Estado não é muito grande, mas sabemos o seguinte: está na mão da população, o voto é secreto”, disse.

Jeferson também comentou a chuva registrada durante a votação e avaliou que parte dos eleitores poderia deixar para comparecer às urnas nas últimas horas do dia.

Economista Renato Gomes

O candidato da Democracia Cristã, Economista Renato Gomes, votou pela manhã em Campo Grande. Ele chegou ao local de votação vestido de preto e afirmou que a escolha foi uma forma de protestar contra o que classificou como problemas na Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul.

Durante a declaração após o voto, Renato Gomes afirmou ter sido prejudicado pela retirada de vídeos publicados durante a campanha. Segundo ele, mais de dez conteúdos foram removidos e as decisões seriam injustificadas.

O candidato classificou o processo como um problema para a integridade das eleições e afirmou que continuará questionando as decisões que considera inadequadas.

As declarações são uma avaliação do próprio candidato sobre decisões da Justiça Eleitoral e não representam, por si só, uma conclusão sobre a regularidade do processo eleitoral.

Daniel Lemes

Único candidato indígena na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul, Daniel Lemes (PCO) votou na manhã deste domingo na escola Mbo’eroy, em Amambai.

Antes de entrar para votar, afirmou estar satisfeito por participar do processo eleitoral e destacou o papel da população na escolha dos próximos governantes. “Eu estou muito contente e feliz de participar dessa escolha democrática. Que seja o que for, na democracia, o povo escolhe quem deve governar, representar o seu Estado”, declarou.

Daniel também avaliou que conseguiu apresentar suas ideias durante a campanha e demonstrou expectativa de que as propostas apresentadas se convertam em votos.

Lucien Rezende

O candidato do PSOL, Lucien Rezende, votou em Ribas do Rio Pardo, município onde possui domicílio eleitoral.

Após registrar o voto, afirmou estar otimista com o resultado e avaliou positivamente a campanha realizada. “Estamos com uma perspectiva muito boa do que nós fizemos, do que nós apresentamos durante a campanha”, afirmou.

Lucien disse ainda esperar uma votação expressiva para continuar participando do debate político e apresentando propostas para Mato Grosso do Sul. “Hoje é otimismo. Que a gente tenha uma quantidade expressiva de voto para poder continuar ajudando a construir, fortalecendo mais propostas para Mato Grosso do Sul”, declarou.

Delcídio Amaral

O candidato do PRD, Delcídio Amaral, votou pela manhã em Corumbá, na região oeste de Mato Grosso do Sul. Ele esteve na Assembleia de Deus Ministério Belém, no Centro da cidade, onde também conversou com eleitores antes de votar.

Após a votação, afirmou esperar que o resultado represente uma mudança para Mato Grosso do Sul e para o país. “Essa data pode representar um momento diferente para o nosso Estado, especialmente, e para o Brasil”, declarou.

Delcídio também fez críticas à situação política brasileira e disse esperar que a eleição marque uma mudança na condução dos governos.

“Eu espero que hoje seja um divisor de águas”, afirmou.

João Henrique Catan

João Henrique Catan (Novo) votou pela manhã em Campo Grande e afirmou acreditar que a eleição para o governo terá segundo turno.

O candidato disse que pretende estar entre os dois mais votados e acompanhará a apuração junto à família. “Vai ter segundo turno e vou estar lá”, afirmou após votar.

Catan também destacou o esforço realizado nos últimos dias de campanha e afirmou ter passado seis dias nas ruas de Campo Grande, em contato direto com eleitores. Segundo ele, essa estratégia permitiu acompanhar de perto a percepção da população.

Após votar, disse ainda que pretende respeitar a decisão dos eleitores e acompanhar a divulgação dos resultados.

Eduardo Riedel

Candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP) votou pela manhã na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, em Campo Grande.

Diferentemente dos candidatos que projetaram o segundo turno, Riedel evitou antecipar o resultado e afirmou que a definição depende da abertura das urnas. “Só vamos saber hoje depois que abrirmos as urnas”, declarou.

O governador avaliou a campanha como limpa e propositiva e disse que procurou apresentar aos eleitores as ações realizadas durante os quatro anos de governo e os projetos para um eventual segundo mandato.

Riedel também afirmou que está preparado para respeitar a decisão dos eleitores e que acompanhará a apuração em casa.

Fábio Trad

Fábio Trad (PT) votou em Campo Grande e afirmou estar convicto de que chegará ao segundo turno. O candidato defendeu que uma eventual nova etapa da eleição permitiria aprofundar a discussão sobre os problemas de Mato Grosso do Sul.

Trad disse que percorreu mais de 70 municípios durante a campanha e citou reclamações da população relacionadas à saúde, educação, segurança, estradas e administração pública.

Para o candidato, uma eventual segunda etapa deveria concentrar o debate nos problemas do Estado e reduzir a influência da polarização política nacional. “O buraco nas estradas não é de direita e de esquerda. O paciente que não tem o médico à sua espera, que não tem cirurgia e que é vítima da corrupção, não é de direita e de esquerda”, afirmou.

O candidato também declarou que não trabalha com a possibilidade de derrota e disse esperar vencer a eleição.

Como funciona a eleição

Mato Grosso do Sul tem 2.024.884 eleitores aptos a votar neste primeiro turno. A votação ocorre das 7h às 16h pelo horário local.

Para ser eleito governador no primeiro turno, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos. Caso isso não aconteça, os dois mais votados avançam para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Além de governador, os eleitores escolhem neste domingo presidente da República, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. A apuração começa após o encerramento da votação, com os primeiros dados sendo divulgados a partir das 17h no horário de Brasília.