Bolsa Família de outubro: veja quem recebe primeiro e as datas de pagamento

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(Foto: MDS)

Calendário começa nesta segunda-feira (19); benefício mínimo foi reajustado e adicionais também tiveram aumento

As famílias inscritas no Bolsa Família começam a receber nesta segunda-feira (19) a parcela de outubro com os valores atualizados pelo governo federal. Os primeiros depósitos são destinados aos beneficiários cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 1. O reajuste elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e também aumentou os adicionais pagos conforme a composição familiar.

A correção foi anunciada em setembro e corresponde a 15,04%, índice calculado com base na inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo, o objetivo é preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.

Os pagamentos são feitos de forma escalonada, conforme o último número do NIS do responsável familiar, e seguem até 30 de outubro. Em dezembro, o calendário é antecipado para que os depósitos sejam concluídos antes do Natal.

Calendário do Bolsa Família de outubro de 2026

Confira as datas de pagamento de acordo com o final do NIS:

  • Final 1: 19 de outubro;
  • Final 2: 20 de outubro;
  • Final 3: 21 de outubro;
  • Final 4: 22 de outubro;
  • Final 5: 23 de outubro;
  • Final 6: 26 de outubro;
  • Final 7: 27 de outubro;
  • Final 8: 28 de outubro;
  • Final 9: 29 de outubro;
  • Final 0: 30 de outubro.

Para identificar a data correta, o beneficiário deve conferir o último algarismo do NIS no cartão do programa. O calendário oficial também pode ser consultado nos canais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e da Caixa Econômica Federal.

Quais são os novos valores do Bolsa Família?

Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado pelo governo subiu de R$ 675 para R$ 777.

O valor final recebido por cada família varia conforme o número de integrantes e os benefícios adicionais a que ela tem direito.

Veja os valores atualizados:

  • Benefício mínimo por família: R$ 691;
  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante;
  • Adicional para crianças de até 6 anos: R$ 173 por criança;
  • Adicional para gestantes: R$ 58;
  • Adicional para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos: R$ 58 por beneficiário;
  • Adicional para bebês de até 6 meses: R$ 58.

O benefício por integrante é somado conforme a quantidade de pessoas da família. Quando o total não alcança o valor mínimo garantido, o programa paga um complemento para chegar a R$ 691. Os adicionais podem elevar o valor mensal recebido.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

A principal regra de acesso ao programa é ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família. Para fazer o cálculo, é necessário somar os rendimentos de todos os integrantes e dividir o resultado pelo número de pessoas que moram na residência.

Além do critério de renda, as famílias precisam cumprir compromissos relacionados à educação e à saúde, como manter crianças e adolescentes na escola, acompanhar o pré-natal durante a gestação e manter a vacinação em dia.

Como se cadastrar no programa?

Quem atende aos critérios deve estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), ferramenta usada pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e avaliar o acesso a programas sociais.

A inscrição pode ser feita nos postos de atendimento do município, inclusive em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), conforme a organização local. Estar no CadÚnico, porém, não garante a entrada automática no Bolsa Família: a família ainda precisa passar pela análise de elegibilidade do programa.

Como movimentar ou sacar o dinheiro?

Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sem que o beneficiário precise ir a uma agência bancária. O dinheiro também pode ser utilizado para pagamentos e compras com o cartão do programa na função débito.

Quem preferir sacar pode procurar terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências da Caixa, conforme as opções disponíveis para cada beneficiário.

O que é a regra de proteção?

A regra de proteção permite que famílias que aumentem a renda acima do limite de entrada no programa continuem recebendo parte do benefício por um período, desde que atendam às condições estabelecidas.

Pelas regras atuais, famílias que ultrapassam o limite de R$ 218 por pessoa podem permanecer no programa por até 12 meses, recebendo 50% do benefício a que teriam direito, desde que a renda por integrante não ultrapasse meio salário mínimo. O período é menor do que o previsto anteriormente, quando a permanência podia chegar a dois anos.

Onde consultar informações e tirar dúvidas?

Os beneficiários podem consultar o valor liberado e as datas de pagamento pelos aplicativos oficiais do Bolsa Família e da Caixa, além dos canais digitais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Dúvidas sobre o programa, o calendário e o Cadastro Único também podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121 ou nos serviços de assistência social do município.