A Câmara Municipal de Campo Grande oficializou nesta sexta-feira (6) a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a qualidade e a gestão do serviço de tapa-buracos na cidade.
A instalação foi publicada pelo presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy, após parecer favorável da Procuradoria Jurídica, que reconheceu o cumprimento de todos os requisitos legais. O requerimento contou com apoio unânime dos 29 vereadores.
Composição da comissão
- Presidente: Luiza Ribeiro (PT) — autora do pedido de criação
- Relator: Dr. Victor Rocha (PSDB)
- Membros: Leinha (Avante), Beto Avelar (PP) e Dr. Lívio (União)
O que será investigado
Os trabalhos têm prazo inicial de 120 dias e focam em três eixos principais:
- Apuração de possíveis irregularidades em contratos firmados pela prefeitura;
- Queda nos investimentos em manutenção viária ao longo de 2026;
- Descumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação aprovados pelo Plenário.
A comissão vai analisar desde a aplicação dos recursos públicos até a execução dos serviços, buscando esclarecer se a precariedade das vias decorre de fatores climáticos — como alegado pela gestão municipal — ou de falhas deliberadas na gestão e na contratação.
Trabalho técnico, não político-partidário

A vereadora Luiza Ribeiro reforçou que a investigação terá caráter estritamente técnico. “Queremos saber se isso é deliberado ou se é uma situação decorrente das chuvas, como vem sendo alegado”, afirmou a presidente da Comissão.
O relator, Dr. Victor Rocha, lembrou que o problema ultrapassa a mobilidade e já afeta a saúde pública, com acidentes que levam moradores às unidades de atendimento.
“Essa questão dos buracos passa a ser um problema de saúde pública, quando as pessoas se acidentam nas ruas e precisam acessar a rede de saúde. A CPI cumpre um papel institucional e atende ao clamor da sociedade, que quer respostas”, pontuou.
“Faremos um trabalho extremamente técnico para investigar esses serviços, que não atendem à população a contento. Esperamos entregar um trabalho condizente com a qualidade que a população merece”, garantiu o relator.
Já os vereadores Leinha, Beto Avelar e Dr. Lívio, reforçaram que a CPI responde ao clamor da população e pretende entregar resultados concretos, seguindo exemplo de investigações anteriores bem-sucedidas, como a CPI do Transporte Público.
“É um marco que temos nesta Casa, após a CPI do Transporte. Hoje, os buracos são um problema que afeta toda a cidade. Essa é uma comissão que vai trabalhar de forma técnica e imparcial, em busca de soluções para a população”, afirmou Leinha.
Para o presidente Papy, a CPI deve representar um instrumento de fiscalização do Legislativo em defesa dos interesses da população, buscando esclarecer as causas da ineficiência do serviço na cidade.
“O objetivo é que a CPI seja um instrumento da Câmara Municipal em prol da população de Campo Grande, para debater e investigar os motivos pelos quais o serviço de tapa-buracos tem se mostrado tão ineficaz na cidade”.











