Campanha de vacinação aumenta movimento em postos e clínicas

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Publicado em 26/04/2018 15h45

Campanha de vacinação aumenta movimento em postos e clínicas

Meta da Sesau é imunizar 197.820 pessoas do grupo de risco na Capital

A movimentação de pessoa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Clínicas particulares que oferecem vacinação contra gripe em Campo Grande já registraram um aumento de pelo menos 40% na procura, em três dias de mobilização da campanha realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

No início da semana, o Ministério da Saúde anunciou que a 20ª edição da campanha nacional de vacinação contra a influenza será realizada em conjunto com estados e municípios, a fim de mobilizar os cidadãos a participarem do Dia de Mobilização Nacional da vacinação, marcado para 12 de maio (sábado).

Conforme informações do ministério, foram adquiridas 60 milhões de doses da vacina, que serão entregues por etapas, nas unidades da federação. A meta é vacinhar 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários (idosos, crianças) e na Capital, o número chega a 197.820 pessoas incluídas no grupo de risco.

Até o dia 1º de junho, devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

Nesta quinta-feira (26), o Centro Regional de Saúde no bairro Tiradentes o movimento começou cedo e os idosos eram maioria, em relação a crianças. A aposentada Maria José Fontoura de Freitas, 91 anos, aguardava tranquila a vez de receber a imunização e comentou que toma a vacina desde a primeira campanha.

“Me sinto seguro com a vacina e aproveito para vir no posto assim que começa a aplicação para evitar filas. Há muito tempo não sei o que é ficar gripada, então já criei o hábito e incentivo amigos e familiares e participarem”, explica bem-humorada.

A Joice Ramires, 21 anos, resolveu trazer o filho de 2 anos e meio para ser imunizado o quanto antes. “Fiquei preocupada com as notícias de mortes em razão da gripe, então aproveitei e já trouxe meu filho. Agora vou aguardar a minha vez para tomar a vacina”, reforça.

Funcionário da unidade alerta que é preciso apresentar documento com foto, pois, algumas pessoas estão comparecendo ao local somente com a carteira do Sistema Único de Saúde (SUS). “Neste período em que a prioridade é o grupo de risco, precisamos da documentação para confirmar quem recebeu ou não a vacina”.

ESCLARECIMENTOS

A médica pediatra e responsável técnica por uma clínica particular da Capital, Ana Carolina Nasser, explica que o vírus H3N2 não é novidade e já circula há algum tempo no país, mas, é indicado realizar a imunização normalmente, como em todos os anos. “Além de vacinar, é importante, lembrar dos cuidado gerais como evitar contato com pessoas doentes, ambientes aglomerados e higienização das mãos”, detalha.

Questionada sobre possíveis efeitos colaterais, a médica esclarece: “Os únicos efeitos que podem acontecer é vermelhidão no local da vacina e um pouco de dor no corpo. Além disso, a contra indicação em receber o medicamento só é válida para pessoas que estejam com febre, as demais estão liberadas”, acrescenta.

No local, a opção mais procurada é a quadrivalente e custa em torno de R$ 160 reais e protege contra os vírus H1N1, H3N2 e tipo B ( Yamagata e Victoria). Na rede pública de saúde, a versão disponível distribuída pelo Ministério da Saúde é a trivalente que age contra H1N1, H3N2 e tipo B Yamagata, oferecida gratuitamente.

Correio do Estado

Idosos, crianças e doentes crônicos fazem parte do grupo prioritário - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado