
Operação nacional começa junto com as convenções partidárias e terá monitoramento em tempo real das agendas
A campanha eleitoral para a Presidência da República ganha um novo esquema de proteção a partir desta segunda-feira (20). Com o início das convenções partidárias, a Polícia Federal (PF) passa a disponibilizar equipes especializadas para garantir a segurança dos candidatos que tiverem as candidaturas homologadas e solicitarem formalmente o serviço.
A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas ao Palácio do Planalto durante o período eleitoral. Segundo a PF, o esquema contará com até 458 servidores entre delegados, agentes e escrivães especializados na proteção de autoridades, todos preparados para atuar em deslocamentos, eventos públicos e compromissos de campanha.
Antes do início da operação, mais de 600 profissionais passaram por capacitação entre 2025 e 2026. Os treinamentos envolveram técnicas de proteção de autoridades, direção operacional, primeiros socorros, operação de drones e gerenciamento de situações de risco.
Para definir o tamanho da equipe destinada a cada candidato, a Polícia Federal realizou avaliações de risco que classificam as campanhas em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. Apesar da divisão, o órgão informou que adotará critérios técnicos e tratamento igualitário para todas as candidaturas, sem divulgar detalhes operacionais por questões de segurança.
O orçamento previsto para a operação é de aproximadamente R$ 95 milhões, valor que será destinado à mobilização das equipes e à aquisição de equipamentos especializados, como veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits para identificação de explosivos.
Toda a operação será coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, responsável por acompanhar em tempo real as agendas dos candidatos e prestar suporte logístico às equipes espalhadas pelo país. A atuação também será integrada às forças de segurança estaduais e municipais para reduzir impactos na rotina das campanhas.
Entre os pré-candidatos que já informaram que pretendem solicitar a proteção da PF estão os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, a segurança continuará sendo realizada de forma integrada entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal.
Já a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que o pré-candidato optou por manter a segurança realizada pela Polícia Legislativa do Senado Federal, abrindo mão da estrutura oferecida pela PF.
As convenções partidárias começaram nesta segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto, período em que os partidos oficializam seus candidatos. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral poderá ser feito até 15 de agosto, quando será definida a lista oficial de concorrentes à Presidência da República nas eleições de 2026.




















