A saga da história de Campo Grande com a então eleição e gestão de Alcides Bernal, parece que não terá fim. O jargão que ficou famoso a época eleitoral de 2012, “E o Bernal ?” volta a tona, com mais um capitulo de julgamentos, que também pela morosidade, ainda estão em pauta nas cortes judiciais ou de contas. Após, quase oito do fim da gestão de Bernal, em 2016, e a mais de uma década, do inicio de toda história de muitos imbróglio político-social na Capital, saiu mais um resultado nesta quinta-feira, 18 de maio de 2023. Atuais vereadores acataram parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) que reprovou então contas e tornará novamente inelegível o ex-prefeito.
Os vereadores da Câmara de Campo Grande aprovaram, na manhã de hoje, por 25 a 2, o parecer do TCE, que reprovou as contas da administração do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, entre 2013 a 2016. O total de quatro anos, tem uma primeira fase de 14 meses administrando, janeiro de 2013 a março de 2014, quando Bernal foi cassado pela Câmara da época, ficou fora da prefeitura por 15 meses, e retornou para cumprir a segunda fase, de finais 18 meses.
Hoje, na votação foram contra apenas os vereadores Luiza Ribeiro (PT), que a época era da base de sustentação e Victor Rocha (PP), que foi secretário-adjunto da Saúde de Alcides Bernal.
Antecedendo a votação, segundo o presidente da Comissão de finanças e orçamento da Câmara, vereador Pappy, Bernal ficará inelegível por oito anos. O vereador Pappy, que votou favorável, observou que são 10 irregularidades, como falta de repasse, remanejamento irregular sem autorização da Câmara e a condenação à revelia.
Analise de comissão
O Tribunal de Contas encaminhou à Casa de Leis (oficio n 521/2022), com os processos gravados em mídia (CD), constando as manifestações do Parecer Prévio para reprovação. A peça foi avaliada pela comissão de finanças e orçamento da Câmara, que concordou com o TCE.
“Desta forma, a Comissão em tela, opinou nos termos do Relatório e Voto do Relator, bem como julgamento pelo Tribunal Plecio, cuja posição fora contrária ao Julgamento de Contas do Governo do respectivo exercício financeiro”, diz parecer.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT), que votou contrário ao parecer do Tribunal de Contas nesta quinta-feira, alegou que avaliou a peça e não encontrou prova de desvio ou apropriação por parte da gestão de Bernal.
E o Bernal ?
A reportagem procurou o ex-prefeito para se posicionar, e ele se limitou a dizer que seria ‘mais uma armação política e que ele iria recorrer da decisão tomada”, quanto a sua nova ilegibilidade para participar de futuras eleições.
Bernal, apesar de ter ganho na Justiça Estadual, o retorno a prefeitura, após ser cassado pela Câmara, continuou com outra punição de ficar inelegível e não poder desde então a concorrer nas eleições, posteriores de 2016, 2018, 2020 e 2022,
Bernal sempre disputou as eleição sub judice e que posteriormente era retirado ou impugnado votos que recebeu, como em 2022, que chegou a ganhar pleito a deputado federal, mas a Justiça eleitoral, cancelou sua votação e não o deixou tomar posse do mandato.





















