Capital enfrenta terceiro dia seguido de instabilidade
As chuvas que atingem Mato Grosso do Sul desde a última sexta-feira (12) elevaram rapidamente os acumulados em Campo Grande e mantêm o Estado em alerta para novos temporais. Em algumas regiões da Capital, o volume registrado nas últimas 48 horas ficou próximo dos 100 milímetros, provocando alagamentos, transtornos no trânsito e reforçando o cenário de instabilidade que deve continuar ao longo deste domingo (14).
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que a estação pluviométrica da região do Córrego Anhanduizinho acumulou 97,8 milímetros de chuva em dois dias. Na área da UPA Aparecida Gonçalves Saraiva, o volume chegou a 88,2 milímetros, enquanto no Jardim Panamá foram registrados 42,2 milímetros.
Somente no sábado (13), a região do Shopping Norte Sul Plaza contabilizou 85,4 milímetros de chuva, conforme levantamento do meteorologista Natálio Abrão. Na estação da Coca-Cola, o acumulado foi de 54,2 milímetros e, no bairro Carandá, de 35,7 milímetros.
Além da chuva intensa, a Capital também enfrentou grande incidência de descargas elétricas. De acordo com a estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), foram registrados 5.750 raios em apenas duas horas e meia, o maior volume diário observado neste ano.
Os temporais provocaram alagamentos em diferentes pontos da cidade. Na noite de sábado, avenidas como Guaicurus e Gunter Hans, além de ruas da região do Aero Rancho e da Vila Jacy, ficaram tomadas pela água. Neste domingo, poucos minutos de chuva voltaram a causar acúmulo de água na Avenida Guaicurus, principalmente na região sul da Capital.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de tempestade para 69 municípios sul-mato-grossenses até o fim deste domingo. A previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhada por rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. O órgão aponta baixo risco para interrupção de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e novos alagamentos.
No interior do Estado, também foram registrados volumes expressivos durante o fim de semana. Dourados ficou entre as cidades brasileiras com maior acumulado de chuva no sábado, alcançando 54,8 milímetros em 24 horas, enquanto Água Clara registrou 51,2 milímetros, segundo dados do Inmet.
Outros municípios também tiveram precipitações significativas:
- Ribas do Rio Pardo: 43,6 mm;
- Três Lagoas: 32,6 mm;
- Nova Alvorada do Sul: 29 mm;
- Cassilândia: 27,2 mm;
- Chapadão do Sul: 23,6 mm;
- Rio Brilhante: 21,6 mm;
- Sidrolândia: 20,6 mm;
- Ponta Porã: 10,6 mm;
- Bandeirantes: 9,6 mm;
- São Gabriel do Oeste: 6,8 mm;
- Bela Vista: 5,4 mm.
Segundo os meteorologistas, a combinação entre áreas de instabilidade, alta disponibilidade de umidade na atmosfera e a influência de fenômenos climáticos contribui para o cenário de chuvas frequentes neste mês de junho. A proximidade do inverno também favorece a formação de sistemas que intensificam as precipitações.
A previsão indica que, após a passagem da frente chuvosa, uma massa de ar frio deve avançar sobre Mato Grosso do Sul na segunda-feira (15). Com isso, as temperaturas entram em queda acentuada, com mínimas previstas em torno de 7°C em algumas regiões do Estado e possibilidade de registros ainda menores em pontos isolados.












