Certamente, você já ouviu falar na osteoporose, mas será que conhece os sintomas, ou melhor, sabe quando deve procurar um médico especialista para tratar desse problema de saúde grave? A doença causa a diminuição da massa óssea e a deterioração da microarquitetura dos ossos, tornando-os frágeis, porosos e muito mais propensos a fraturas. Está mais frequente em mulheres após a menopausa e em pessoas idosas, porém, não se restringe a esses grupos.
É isso que alerta o médico ortopedista e traumatologista Dr. Marcelo Luiz Quarteiro, que atua no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo explicou, sentir-se bem e manter a rotina normalmente não significa que os ossos estejam preservados. “Silenciosa, a osteoporose costuma avançar sem sinais visíveis e, na maioria das vezes, só é descoberta quando uma fratura acontece”, alerta.
Nessa terça-feira (20), é celebrado o Dia Mundial da Osteoporose. Para marcar a data, o HU divulgou um conteúdo reforçando a importância da preservação e dos sinais de alerta para que a doença não avance. Nesse sentido, Dr. Marcelo Quarteiro destaca que a ausência de dor é justamente o maior perigo. “Quando os sintomas se manifestam, a doença já está instalada, muitas vezes com fraturas e deformidades”, pontuou o especialista.
Sinais que merecem investigação:
- Perda de altura ao longo dos anos;
- Curvatura acentuada da coluna;
- Dores persistentes nas costas;
- Fraturas após quedas leves ou traumas mínimos.
O médico exemplificou que, em uma situação de queda da própria altura, pode-se revelar que o osso já perdeu resistência. “Nesses casos, o tratamento não pode se limitar à fratura. É preciso investigar a causa por meio de densitometria óssea e exames de sangue”, disse, acrescentando que também deve avaliar se existe perda de massa óssea, identificar possíveis causas e verificar a necessidade de tratamento específico para prevenir novos episódios.
Prevenção começa antes do envelhecimento
Conforme dito no início deste texto, a osteoporose é mais comum em mulheres na pós-menopausa e em idosos, mas não se restringe a esses grupos. Homens e pessoas mais jovens também podem ser afetadas, especialmente se apresentarem fatores de risco, tais como:
- Baixo peso corporal;
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
- Sedentarismo;
- Uso prolongado de corticoides;
- Histórico familiar de fratura de quadril;
- Doenças que prejudicam a absorção de nutrientes.
Dr. Marcelo Quarteiro cita que cuidar dos ossos desde a juventude faz diferença. “Alimentação rica em cálcio e proteínas, exposição moderada ao sol para vitamina D e prática regular de exercícios com carga ajudam a formar e manter a massa óssea”, orientou. “Quanto mais cedo esses hábitos forem adotados, maior a proteção no futuro”, complementa o médico ortopedista.
Tratamento reduz risco de novas fraturas
A osteoporose é uma doença que deixa os ossos frágeis e quebradiços devido à perda de massa e formação de buracos. As lesões ocorrem com mais frequência nos quadris, pulsos e na coluna vertebral. O diagnóstico não significa desamparo. Existem terapias que freiam a perda óssea, fortalecem a estrutura e diminuem consideravelmente a chance de fraturas recorrentes.
O acompanhamento médico individualizado também busca causas associadas — distúrbios hormonais, problemas de absorção, efeitos de medicamentos — para tratar a origem do problema. “Não espere sentir dor ou sofrer uma fratura para procurar avaliação. Hoje temos recursos eficazes para proteger os ossos e manter a qualidade de vida”””, finaliza o especialista.






















