Ex envolvida em morte de jogador em MS tem negado Habeas Corpus para sair da prisão

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O desembargador do TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS), Luiz Gonzaga, em decisão monocrática, negou nesta terça-feira (25) o Habeas Corpus de pedido de liberdade de Rubia Joice de Oliver Luvisetto, 21 anos. Ela que é suspeita acusada de envolvimento na morte do jogador de futebol Hugo Vinicius Pedrosa, 19 anos, assassinado a tiros, esquartejado e jogado em rio, no município de Sete Quedas, há um mês, no dia 24 de junho.

Veja abaixo links de matérias sobre assunto no Enfoque MS, que hoje noticia o fato do pedido ter sido negado, ontem, pelo relator do caso, Des. Luiz Gonzaga, em sua decisão única, pois a pauta desta terça-feira, no plenário da corte, teve a votação adiada para a daqui 15 dias. A próxima pauta está prevista para dia 8 de agosto às 14h.

O advogado de defesa da jovem, Alberi Dehn, alega que a ex-namorada não teve participação no crime e teria sido ela quem trouxe toda a verdade dos fatos à tona. “Rubia revelou a dinâmica dos fatos, bem como informou que o autor do disparo foi Danilo e que o amigo que ajudou a ocultar o corpo.”, disse.

O pedido de habeas corpus, a defesa alegou ainda constrangimento ilegal, que foi rebatido pelo Ministério Público.

Conforme a PC-MS (Polícia civil de MS), foram ouvidas 17 testemunhas, além do cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, o que resultou em celulares e objetos perfurocortantes encaminhados para perícia. Ao todo, a investigação durou 11 dias e continua em andamento, com a colaboração de pessoas que foram “peças-chave” para identificação dos envolvidos.

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O crime

A PC-MS concluiu que os autores do crime usaram uma serra elétrica para esquartejar Hugo e depois jogar no rio. Bem como, o crime teria sido premeditado e dificultou a defesa do jogador, segundo a polícia. Ele foi morto com três tiros, sendo dois na testa, e ainda teve o corpo esquartejado e arremessado no rio, o que envolveu uma força-tarefa para localizar os restos mortais. 

As investigações apontam também, após depoimentos, que um dos acusados de participação no crime, o jovem Danilo Alves Vieira da Silva, 19 anos, mentiu para a polícia. “Danilo mentiu para a polícia” aponta inquérito ante que ele teria contado que na noite do dia 24 de junho, foi para uma festa no posto com seu pai em uma caminhonete Hilux e que teria deixado o local também na companhia dele. Disse ainda que, neste dia, estava brigado com sua namorada.

Danilo, apontado como principal suspeito do homicídio, executor de Hugo, teria contado ainda que, naquela noite, viu Hugo na festa e se cumprimentaram. Contudo, disse que nunca havia conversado ou brigado com Hugo, mas que a vítima tinha ciúmes dele porque Danilo teve um breve relacionamento com a ex-namorada do jogador.

Consta ainda no depoimento do autor que a vítima estaria sob efeito de drogas, muito alterada, além de perceber um ‘volume’ na cintura de Hugo. Danilo disse à polícia que teria ouvido comentários de que o jogador estaria armado. Por volta das 4h30, relatou ter ido embora da festa com seu pai na caminhonete e dormiu, acordando por volta das 13h. Disse que seu primo compareceu na festa, mas foi embora antes.

Danilo mentiu ?

Conforme a PC-MS, o depoimento diverge tanto do relato da ex-namorada do jogador, quanto do amigo dela que estava na casa e teria ajudado a colocar o corpo do jogador no veículo após o primeiro disparo. Os dois estão presos.

Depoimento da ex-namorada

Com uma história confusa contada pela ex-namorada na delegacia, ela acabou mudando a versão dos fatos e, em um novo depoimento, contou que na noite do dia 24 de junho foi até uma festa com amigos do lado paraguaio. Já na manhã do dia 25, ela e o autor do crime voltaram para a sua residência, na companhia de um amigo.

O amigo foi para um dos quartos enquanto ela e o autor foram para outro quarto, onde mantiveram relações sexuais. Ela contou que momentos depois, Hugo invadiu a sua casa e entrou repentinamente em seu quarto a chamando de ‘vagabunda’, nisto o autor se levantou.

Os dois foram até a frente da residência e a ex-namorada estava junto quando o autor fez o disparo contra Hugo, que caiu na calçada. O amigo que estava na casa se levantou e assustado teria questionado o que havia ocorrido. Em seguida, o autor mandou que o rapaz o ajudasse a colocar Hugo na carroceria do carro da jovem.

Ele ainda teria mandado que todos ficassem calados e não contassem nada a ninguém. Hugo ainda respirava quando foi colocado no carro. A frente da calçada foi lavada pela jovem.

O amigo que estava na casa no momento do assassinato disse que, após o crime, a ex-namorada de Hugo ficava mandando mensagens para ele e apagando em seguida, afirmando que era para ficar quieto. O padrasto e a mãe da jovem também mandaram que ele não contasse nada a ninguém.