Local onde o crime aconteceu. (Foto/Divulgação)

A conclusão de inquérito sobre a morte de Raíssa da Silva Cabreira, indígena de 11 anos, ocorrida em Dourados, ratificou que foi um caso de estupro coletivo, com cinco estupradores, e que também mataram a adolescente no inicio do mês passado. O Enfoque MS noticiou que a PC prendeu sete e ainda procurava outros suspeitos pela violência e morte da menina em pedreira. Conforme inquérito foi confirmada pela polícia a participação de três adolescentes e dois adultos nos crimes, sendo o principal um tio da vitima, que acabou se matando, quatro dias após o crime, em prisão douradense a 230 Km de Campo Grande.

A investigação policial do estupro coletivo e morte de Raíssa, em conclusão, foi encaminhado ao Poder Judiciário no final de agosto, sendo divulgado nesta sexta-feira (10), a oficilização na Justiça. Foram apreendidos três adolescentes e presos Lucas Pinosa, 20 anos, e Elinho Arévalo, 33 anos, tio de Raíssa. Todos serão julgados pelos crimes estupro de vulnerável, feminicidio e homicídio qualificado. O então tio, deve constar, mas como foi a óbito, não será definida pena.

Conforme o delegado Erasmo Cubas, do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, o inquérito foi concluído no último dia do mês passado. Mas, por envolver adolescentes e vítima de estupro de vulnerável, o processo tramita em sigilo. O delegado ratifica que foi confirmada a participação dos cinco acusados, sem outros envolvidos. “Nos dois dias seguintes do crime, 8 e 9 de agosto, todos os autores já tinham sido identificados e apreendidos ou presos”, aponta Cubas.

Elinho foi encontrado morto no PED (Presídio Estadual de Dourados) na tarde do dia 12 de agosto. A princípio ele estava em cela isolada e teria cometido suicídio.

Relembre o caso

A menina morava com o tio na aldeia Bororó e na noite do dia 8 de agosto foi arrastada pelos adolescentes. Ao perceber que Raíssa não estava em casa, Elinho, que já havia estuprado a menina diversas vezes, foi procurar a criança.

Dois dos três adolescentes teriam levado a menina a força da casa. “Ao que se sabe ela estava gritando e pedindo ajuda. O tio chegou ao local quando tudo já estava ocorrendo”, afirmou na época o delegado Erasmo Cubas. Além do tio e dos adolescentes, Leandro também estava no local.

O tio, que já abusava da menina desde os 5 anos, flagrou o momento em que os quatro acusados do crime estupravam a menina. Ele acabou participando da sessão de estupro coletivo contra a sobrinha.

Ainda de acordo com o delegado, os acusados embebedaram a criança para continuarem os abusos. Quando ela recobrou a consciência e tentou se desvencilhar dos autores, foi arrastada para a beirada da pedreira e jogada do penhasco de 20 metros. Ela ainda teve os braços quebrados quando tentava se defender.

O corpo de Raíssa só foi encontrado na manhã do dia seguinte. Os envolvidos foram levados para a delegacia e Elinho chegou a alegar que estava bêbado. O corpo da menina, indígena da etnia Kaiowá, foi encontrado dilacerado com a queda entre as aldeias Bororó e Jaguapiru.

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