Manifestação em Campo Grande pede fim da escala 6×1 no trabalho

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Manifestantes dizem que modelo atual prejudica saúde, família e condições de vida dos trabalhadores (Foto: Divulgação)

Sindicatos e trabalhadores se reuniram no centro da Capital em defesa de jornadas mais curtas e qualidade de vida

A manhã deste sábado (23) foi marcada por mobilização e palavras de ordem no centro de Campo Grande, onde trabalhadores de diferentes categorias se reuniram para protestar contra a escala 6×1 e defender mudanças na legislação trabalhista.

O ato ocorreu na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, ponto de grande circulação na Capital, e reuniu sindicatos, federações, associações de classe e centrais sindicais ligadas à Frente Brasil Popular-MS, incluindo a CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul).

Com faixas, cartazes e distribuição de materiais informativos, os manifestantes buscaram chamar atenção da população para a pauta, defendendo jornadas consideradas mais equilibradas e melhores condições de vida para os trabalhadores.

Segundo o presidente do STICCG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande) e coordenador da CUT-MS, Vilson Gimenes, o modelo atual compromete o convívio familiar, a saúde e as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

“A luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade humana. O trabalhador precisa ter tempo para conviver com a família, cuidar da saúde, estudar, se qualificar e viver com mais equilíbrio. Não é justo dedicar praticamente toda a vida apenas ao trabalho”, afirmou.

O dirigente sindical também destacou que a proposta em discussão no Congresso Nacional precisa ser debatida pelos parlamentares e representa uma demanda de trabalhadores em todo o país.

“Estamos nas ruas dialogando com a população e buscando sensibilizar deputados e senadores de Mato Grosso do Sul para que votem favoravelmente aos trabalhadores. Essa mudança acompanha uma realidade mundial de valorização da qualidade de vida”, completou.

Durante toda a manhã, os participantes permaneceram no local conversando com pedestres, motoristas e comerciantes que passavam pela região central, reforçando o movimento por jornadas mais curtas e melhores condições de trabalho.