
Governo avalia alternativas após rejeição de indicação de Jorge Messias no Senado
Nos corredores de Brasília, a disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal passou a girar em torno de novos nomes após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, em 29 de abril — e, entre as articulações em curso, o nome de Simone Tebet voltou a circular como possibilidade em avaliação dentro do governo.
Segundo informações que circulam entre interlocutores do Executivo, a ex-ministra do Planejamento e atual senadora eleita aparece como alternativa defendida por integrantes do governo e por setores ligados ao PT, embora ainda não tenha sido formalmente sondada sobre uma eventual indicação ao STF. Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou nenhum novo nome para ocupar a vaga.
A abertura no Supremo ocorreu após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O nome de Jorge Messias chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas acabou rejeitado no plenário do Senado por 42 votos a 34, impondo uma derrota ao governo e obrigando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recalcular a estratégia para a próxima indicação.
Nos bastidores, a avaliação política é de que um nome como o de Tebet poderia enfrentar menor resistência na Casa, especialmente após o desgaste provocado pela votação anterior. A articulação em torno da escolha ganhou ainda mais peso dentro do governo diante da necessidade de recompor a relação com o Senado.
O nome da ex-ministra também aparece associado a apoios em diferentes setores políticos e a uma interlocução considerada positiva com integrantes do próprio Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, a definição segue em aberto e não há previsão oficial para o anúncio da nova indicação.
Apesar das especulações, Tebet tem indicado preferência, no momento, por disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. Outros nomes também passaram a ser citados nas articulações internas do governo, como a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, ambas mencionadas em discussões preliminares.
A escolha do próximo indicado ao STF segue em fase de avaliação no Palácio do Planalto, em meio a pressões políticas e ao impacto da derrota recente no Senado, que alterou o ritmo das negociações em torno da sucessão na Corte.



















