Petrobras aumenta querosene de aviação em 7,2%; alta pode pressionar passagens

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Fachada da Petrobras (Foto: Reprodução)

Reajuste começou a valer neste domingo (1º) e representa R$ 0,45 a mais por litro para as distribuidoras

O custo para abastecer aviões voltou a subir neste domingo (1º). A Petrobras reajustou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, o que representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação a outubro. A nova alta ocorre após dois meses consecutivos de aumentos expressivos e pode pressionar ainda mais os custos das companhias aéreas.

Em outubro, o combustível já havia ficado 11,76% mais caro. Em setembro, o reajuste médio foi de 13,9%, segundo dados divulgados pela estatal. Os aumentos consecutivos refletem a valorização do produto no mercado internacional.

De acordo com a Petrobras, a elevação das cotações está relacionada à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em consequência da guerra entre os dois países.

Como funciona o reajuste

O preço do querosene de aviação vendido pela Petrobras às distribuidoras é atualizado no primeiro dia de cada mês, conforme regras previstas nos contratos.

A estatal utiliza uma fórmula de cálculo que considera as condições do mercado e busca reduzir os impactos de oscilações bruscas no curto prazo. Por isso, segundo a empresa, os reajustes no Brasil tendem a ser mais moderados do que os praticados em outros mercados.

Em comunicado, a Petrobras destacou que, em alguns dos principais mercados internacionais, os preços do combustível destinado às companhias aéreas podem ser revistos diariamente, acompanhando mais rapidamente as mudanças nas cotações.

A companhia afirma ainda que, desde o início do conflito no Oriente Médio, os aumentos acumulados no mercado internacional foram superiores aos registrados no Brasil. Por esse motivo, considera que o preço praticado no país continua competitivo.

Impacto nas passagens aéreas

O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos das empresas aéreas. Com a sequência de reajustes, a participação do combustível nas despesas operacionais do setor teria passado de cerca de 32% para 45%, segundo informações divulgadas por representantes das companhias.

O aumento pode contribuir para pressionar o preço das passagens, mas não significa que os bilhetes terão reajuste automático de 7,2%. As tarifas também dependem de fatores como demanda, concorrência, disponibilidade de assentos e estratégia comercial das empresas.

Em outubro, as passagens aéreas registraram alta de 9,66%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE.