
Enquanto partido de Flávio negocia alianças e mantém disputa pela vaga de vice, petistas marcaram convenção para o início de agosto
A menos de uma semana da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25), a definição do nome que ocupará a vaga de vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue em aberto. Enquanto o partido intensifica negociações para ampliar sua aliança nacional, o PT decidiu adiar para o início de agosto a convenção que oficializará a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O período das convenções partidárias teve início na segunda-feira (20) e marca uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral, quando partidos e federações oficializam seus candidatos e definem as chapas que disputarão a Presidência da República nas eleições de 2026.
No PL, além da escolha do candidato a vice-presidente, a prioridade é concluir as articulações políticas para ampliar a base de apoio da candidatura de Flávio Bolsonaro. O partido busca atrair o Republicanos e a federação União-Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, com o objetivo de fortalecer a coligação antes da oficialização da chapa.
Além do peso político das alianças, a composição da coligação também influencia diretamente o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Pela legislação eleitoral, a distribuição leva em conta critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral, entre eles a representação dos partidos na Câmara dos Deputados.
Entre os nomes cotados para compor a chapa de Flávio Bolsonaro estão a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, responsável pela coordenação do programa econômico do pré-candidato, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro.
Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores optou por realizar sua convenção apenas no início de agosto. A legenda já definiu, desde março, que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá como candidato à vice na chapa de Lula.
De acordo com dirigentes petistas, o adiamento da convenção permitirá ampliar as articulações políticas nos estados e dará ao presidente Lula a possibilidade de participar de convenções de partidos aliados antes da oficialização de sua própria candidatura. A expectativa é que o evento ocorra em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Assim como ocorre com o PL, a estratégia do PT também considera a formação da coligação nacional, uma vez que a composição partidária interfere no tempo de propaganda eleitoral durante a campanha.
Convenções seguem calendário eleitoral
O prazo para a realização das convenções partidárias começou oficialmente na segunda-feira (20). Nesse período, partidos, federações e coligações formalizam seus candidatos aos cargos em disputa nas eleições gerais de 2026.
Após a realização das convenções, as legendas terão até as 19h do dia 15 de agosto para registrar oficialmente suas chapas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme estabelece o calendário eleitoral.




















