Prefeitura e Câmara decretam luto pela morte do ex-prefeito Alcides Bernal

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Foto: Divulgação

A Prefeitura de Campo Grande decretou luto oficial de três dias em respeito ao falecimento do ex-prefeito Alcides Jesus Peralta Bernal, de 60 anos, ocorrido na madrugada dessa segunda-feira (13) por complicações cardíacas. Atualmente, o ex-político cumpria pena no Presídio Militar pelo assassinato de um auditor aposentado durante briga pela posse de uma casa leiloada pela Justiça, então pertencente a Bernal.

O luto municipal foi publicado em uma edição extra do Diogrande (Diário Oficial do Município). A Câmara Municipal também declarou luto de três dias no âmbito da Casa de Leis, por meio de ato do presidente e vereador Epaminondas Neto.

Durante todo o período de luto, a bandeira do Município permanecerá hasteada a meio mastro nas repartições públicas municipais e nas dependências do Legislativo, em sinal de pesar.

O decreto do Executivo reconhece a contribuição de Bernal à administração da capital durante o período em que esteve à frente do Poder Executivo. A Prefeitura manifestou condolências aos familiares, amigos e a todos que conviveram com o ex-prefeito.

Já a nota da Câmara lembra sua trajetória como advogado e radialista, além dos mandatos eletivos: dois como vereador (entre 2005 e 2010), um como deputado estadual, eleito em 2010, e a chefia do Executivo municipal, assumida em 2013 após vitória nas eleições de 2012. “Neste momento de dor, a Casa de Leis se solidariza com familiares e amigos”, destacou a instituição.

Velório e sepultamento

O corpo de Alcides Bernal está sendo velado no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande. O sepultamento está previsto para ocorrer às 16h desta segunda-feira.

Ele morreu na madrugada desta segunda, aos 60 anos — completaria 61 na terça-feira (14). A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.

Saúde debilitada nos últimos meses

Desde o dia 1º de julho, o ex-prefeito enfrentava sucessivas internações após passar mal no Presídio Militar, onde estava detido desde 24 de março deste ano, acusado do homicídio do servidor público Roberto Carlos Mazzini.

Em uma das internações, foi submetido a cateterismo cardíaco, que detectou lesões graves nas artérias coronárias — fato que levou sua defesa a pedir, sem sucesso, a concessão de prisão domiciliar humanitária.