PRF que matou ‘no trânsito’ se entrega a prisão decretada após três anos da condenação

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O policial rodoviário federal Ricardo Hyn Su Moon, durante julgamento no Tribunal do Júri (Foto: Jaqueline Naujorks/G1 MS)

Justiça sendo feita ou sentença judicial decretada a três anos e dois meses, em maio de 2019, sendo cumprida em Campo Grande, com a prisão do PRF (Policial Rodoviário Federal) Ricardo Hyun Su Moon. Ele que matou o jovem comerciante Adriano Correia do Nascimento, a quase seis anos, em 31 de dezembro de 2016, se entregou na Capital, ao Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), no inicio da noite de sábado (23). A ‘entrega’ de Moon é cumprindo ordem judicial expedida no fim da tarde de sexta-feira (22), pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida.

Conforme o delegado adjunto do Garras João Paulo Natali Sartori, a prisão já foi comunicada ao juiz e o PRF aguarda encaminhamento para o presídio. Moon foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pela morte de Adriano e de duas tentativas de homicídios praticadas no fim da madrugada do último dia daquele ano de 2016, em plena Avenida Ernesto Geisel, logo após a Rua 26 de agosto, centro da Capital.

A prisão só vem após ele fazer de tudo para protelar o julgamento, recorrendo a cada etapa em detalhes do processo, onde só chegou finalmente ao banco dos réus, após dois e cinco meses do crime, sob acusação do assassinato de Adriano e das tentativas de homicídios. O MPE-MS (Ministério Público Estadual), que apresentou denuncia do crime, conseguiu, sem muito esforço, provar os crimes, e chegou a condenação de Moon. Mas, como fez antes de iniciar o Júri, sua defesa também recorreu da sentença e vinha protelando a execução e prisão a cumprir a pena. O policial chegou até o STJ (superior Tribunal de Justiça), onde então respondia em liberdade, sendo que até voltou ao cargo e trabalho na PRF.

No entanto, nesta sexta-feira, foi expedido o mandado de prisão definitiva pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, válido até 30 de maio de 2039. A determinação é que Moon seja levado para presídio.

Resumo do crime – caso

O crime aconteceu dia  31 de dezembro de 2016, na Avenida Ernesto Geisel. O policial conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux. O que seria uma infração de trânsito de Adriano, pelo que foi apurado, entrou na Avenida e quase bateu no carro de Moon, trouxe sua morte.

O PRF começou a discutir e passou a perseguir o carro do jovem e o imprensou no lado do córrego da avenida, que o fez parar, após a Rua 26 de agosto. Moon desceu com arma na mão e até teria dito que era PRF, mas não se identificou. O rapaz com medo da ação, tentou sair e Moon atirou a queima roupa direto na vitima e em vários disparos no carro que também atingiram os outros dois ocupantes do veículo.

Moon chegou a disparar sua arma funcional mais de dez vezes, sendo que acertou Adriano na cabeça. Ele foi preso algumas horas, mas foi liberado alguns dias depois e usou tornozeleira eletrônica.

No julgamento, em 30 de maio de 2019, o policial alegou legítima defesa e que fez os disparos para cessar uma tentativa de atropelamento, no entanto, por maioria dos votos dos jurados foi condenado a 23 anos de prisão pelo homicídio.