Dezenas de professores da Rede Municipal de Ensino (REME) participaram na manhã dessa sexta-feira (12) de um protesto em frente à Prefeitura de Campo Grande. O ato já estava programado, após votação e aprovação na assembleia geral da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), realizada no último dia 08. A categoria exige o cumprimento do reajuste de 5,4%, previsto na política do Piso 20h, pactuada em 2025.
Como parte da mobilização, as escolas da REME, tanto da educação infantil como do Ensino Fundamental, não abriram hoje, dispensando os alunos das atividades regulares. Ainda nas primeiras horas da manhã, os educadores se concentraram na sede da ACP e percorreram as ruas centrais até chegar à Prefeitura, onde foram recebidos pelos representantes da prefeita Adriane Lopes, no caso, Ulisses Rocha, da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais), e Lucas Bitencourt, da Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Após uma troca de diálogo no pátio, ficou acertada a criação de uma comissão formada por seis representantes dos professores, que será liderada pelo próprio presidente da Associação, Gilvano Kunzler. O grupo irá se encontrar com secretários municipais e vereadores para debater o pedido de reajuste e demais reivindicações para tentar chegar a um acordo e interromper a paralisação.
O ponto da disputa
A categoria defende o cumprimento do acordo firmado no ano passado, entendendo que se trata de uma conquista coletiva e de valorização da carreira. “Não estamos discutindo apenas números, mas o respeito ao que foi pactuado com o poder público”, afirmou a entidade.
Já a gestão municipal reconhece a existência do compromisso, mas alega inviabilidade financeira no momento. Recentemente, durante uma agenda pública, a prefeita disse que os termos do acordo precisam ser revistos: “Os acordos celebrados em 2025 precisam ser refeitos, pois desequilibraram o trabalho anterior”.
A administração também argumenta que o Governo Federal ainda não definiu a fonte de recursos para o repasse referente ao reajuste do piso nacional. “Precisamos saber de onde virá o recurso para poder aplicar corretamente”, completou Adriane Lopes.
O secretário de Governo, Ulisses Rocha, reforçou que a situação está ligada ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), ao congelamento dos repasses federais e à ausência de aumento nos valores do Fundeb. “Estamos em diálogo, mas há condições que precisam ser avaliadas com responsabilidade”, disse.





















