A investigação sobre o assassinado a tiros de Luiz Conceição Tierre, dono do lava jato, na Avenida das Bandeiras, que ocorreu no fim do mês de maio, leva a polícia a acusar e indiciar a então apontada com a amante da vitima e seu ex-marido. O crime que também atingiu um eletricista morto ‘de graça’ a caminho do trabalho é apontado por suposta ameaças ou provocações de Tierre, que levou Joe Magnum, o ex da amante, a se revoltar e partir para a execução, bem como nesta terça-feira (12), a policia até acabou de indiciar a amante, por latrocínio, porte irregular de arma de fogo e corrupção de menores.
Conforme a PC-MS (Polícia Civil de MS), o apurado aponta uma culpa maior ou total da mulher, que era amante de Tierre, pois ela teria instigado o ex-marido a cometer o crime para ficar com os cerca de R$ 60 mil da vítima, que ela sabia que estava no escritório do lava jato que ficava na Av. das Bandeiras com Rua Bom Sucesso, bairro Marcos Roberto- Jockey Club. Veja abaixo, links do Enfoque MS, noticiando o fato desde a execução em 27 de maio. Após a morte de Tierre, testemunhas contaram que a mulher apossou-se de uma bolsa, onde havia o montante de dinheiro.
Segundo investigações, à polícia, a mulher até negou ter instigado seu ex-marido a matar Tierre para conseguir subtrair o dinheiro. Inclusive, ela sustentou que o dinheiro que pegou no lava jato -que estaria em duas bolsas pequenas – foi no mesmo dia entregue a uma funcionária do estabelecimento. Ainda segundo informações, dias antes da morte de Tierre, a mulher passou a comentar que teria uma herança a receber, o que para a polícia seria uma maneira de tentar justificar a posse de valores que vieram com a morte de Tierre.
A PC regsitrou em inquérito, que a funcionária mencionada pela amante indiciada, prestou depoimento e sustentou ter recebido apenas R$ 340. Assim, a polícia concluiu que, sabendo que Tierre estava com dinheiro dos empréstimos com que trabalhava e, também, da venda de um imóvel, ela instigou o seu ex-convivente a praticar o crime com a finalidade de após a morte subtrair os valores.
O que disse o ex-marido após prisão
Após ser preso um mês após o crime, em depoimento, Joe Magnum revelou que era ameaçado pela vítima. Ele contou que o dono do lava jato fazia videos-chamadas para ele atirando em uma árvore e dizendo que essa arma seria para ‘estourar a sua cabeça’.
Em 29 de junho, em depoimento para o delegado Rodolfo Daltro, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Joe contou que era humilhado por Tierre, que o chamava de ‘mendigo’. O assassino mencionou que não sabia os motivos pelos quais recebia as ameaças de Tierre, pensando ser porque ligava para a ex-mulher pedindo ajuda financeira para cuidar da filha que o casal tem em comum.
Sobre a arma usada no assassinato, Joe contou que era de um tio e que no dia do assassinato tinha saído para vender o revólver, já que estava precisando de dinheiro.
Mas, no meio do caminho resolveu passar no lava jato para falar com a ex-mulher no intuito de conversar sobre a filha do casal. Ele viu Tierre na frente do estabelecimento ao telefone e dando risadas. Joe, então, achou que a vítima estava rindo dele das ameaças feitas anteriormente.
Joe resolveu ir tirar satisfação e deu os tiros em Tierre que correu para o meio da rua. Ele disse que não havia visto que tinha acertado o eletricista, já que seu alvo era Tierre.
Duplo homicídio
As imagens das câmeras de segurança revelaram o momento em que o atirador chega pela rua lateral e faz os disparos contra Luiz, que está no lava jato. A vítima corre para o meio da rua e é perseguida pelo criminoso, que atira outras vezes. Luiz foi executado na frente de pelo menos três funcionários.
Jáo eletricista Adriano Medeiros Pereira, de 33 anos, apenas passava pelo local a caminho de seu trabalho, e acabou atingido por um tiro embaixo da axila. Ele perdeu o controle da motocicleta que pilotava, derrapou e caiu, morrendo no local.
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