Zema diz que vai privatizar “tudo” se for eleito presidente em 2026

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Pré-candidato defende venda de estatais e novas reformas para reduzir juros e gastos públicos

Com discurso voltado à redução do tamanho do Estado, o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema afirmou que pretende privatizar todas as empresas estatais federais caso seja eleito em 2026. Segundo ele, a medida ajudaria a acelerar a queda da taxa de juros no país e reduzir a pressão sobre as contas públicas.

A declaração foi feita durante entrevista em que o ex-governador de Minas Gerais também defendeu reformas administrativa e previdenciária como parte de um pacote econômico para enxugar gastos do governo federal.

“Se eleito, vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais”, afirmou.

Atualmente, o governo federal mantém controle sobre diversas empresas estratégicas em áreas como energia, tecnologia, logística, finanças e serviços públicos. Entre elas estão Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, BNDES, Serpro, Dataprev, Telebras e Eletronuclear.

Apesar da afirmação ampla, Zema não detalhou quais empresas efetivamente seriam privatizadas nem apresentou cronograma para as possíveis desestatizações.

Na avaliação do pré-candidato, a venda das estatais poderia melhorar a percepção de risco fiscal do Brasil e, consequentemente, contribuir para a redução dos juros. Especialistas, no entanto, apontam que processos de privatização costumam ser longos, dependem de modelagens econômicas, aprovação do Congresso Nacional e, em muitos casos, enfrentam disputas judiciais.

Durante a entrevista, Romeu Zema também voltou a defender uma nova reforma da Previdência. Segundo ele, o atual sistema é “insustentável” e precisaria passar por mudanças, incluindo aumento no tempo de contribuição dos trabalhadores.

“Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental”, afirmou.

O ex-governador também criticou reajustes reais para aposentados — aumentos acima da inflação — alegando que o crescimento contínuo das despesas previdenciárias pressiona o orçamento público e dificulta o equilíbrio fiscal.

As declarações reforçam o posicionamento liberal adotado por Zema desde o início de sua trajetória política e colocam temas como privatizações, corte de gastos e reformas estruturais no centro do debate econômico para as eleições presidenciais de 2026.