Missão oficializa Renan Santos como candidato à Presidência e apresenta plano de governo

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Missão lança campanha de Renan Santos à Presidência em São Paulo neste sábado (1º) — (Foto: Reprodução/Youtube/Partido Missão)

Convenção realizada em São Paulo também confirmou Aroldo Medina como candidato a vice e lançou o “Livro Amarelo” com propostas da legenda

O partido Missão deu mais um passo na disputa pelas eleições presidenciais de 2026 ao reunir filiados e lideranças neste sábado (1º), em São Paulo, para confirmar oficialmente a candidatura de Renan Santos ao Palácio do Planalto. Durante a convenção nacional, a legenda também apresentou seu programa de governo e oficializou o militar da reserva Aroldo Medina como candidato a vice-presidente.

O encontro foi realizado no Komplexo Tempo, na Zona Leste da capital paulista. Embora Renan Santos já tivesse sido homologado como candidato em um evento virtual realizado no último dia 20 de julho, a convenção integra o calendário oficial das eleições, no qual os partidos confirmam seus candidatos e alianças.

Na ocasião, Renan explicou que a antecipação da escolha do candidato ocorreu por orientação da equipe de segurança da pré-campanha, em razão de ameaças atribuídas a organizações criminosas.

Vice promete endurecimento no combate ao crime

Primeiro a discursar no evento, Aroldo Medina afirmou que um eventual governo do partido priorizará ações de segurança pública.

Em sua fala, declarou que pretende liderar uma operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e defendeu medidas mais rigorosas de enfrentamento ao crime organizado.

O deputado federal Kim Kataguiri, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e integrante do Missão, também discursou e afirmou que a legenda pretende implementar um conjunto de medidas voltadas à área de segurança.

Partido apresenta candidatos aos governos estaduais

Durante a convenção, o Missão também confirmou candidaturas aos governos de nove estados.

Foram apresentados André Luís (Maranhão), Ben Mendes (Minas Gerais), Breno Barcelos (Espírito Santo), Coronel Busnello (Rio de Janeiro), Huggo Leonardo (Ceará), Luiz França (Paraná), Marcelo Brigadeiro (Santa Catarina), Rafaell Milas (Mato Grosso) e Renan Hallais (Pernambuco).

Os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções partidárias. O registro oficial das candidaturas deverá ser feito na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto.

“Livro Amarelo” reúne propostas do partido

O evento também marcou o lançamento do chamado “Livro Amarelo”, documento que reúne as principais propostas do Missão para um eventual governo federal.

Elaborado em três volumes e dividido em 14 capítulos, o material apresenta diretrizes para áreas como segurança pública, economia, defesa, meio ambiente e educação.

Segundo os organizadores, entre as propostas estão um ajuste fiscal estimado em R$ 3,3 trilhões ao longo de dez anos, reformas econômicas, mudanças na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), políticas voltadas à educação e iniciativas para ampliar a competitividade do país.

A legenda também anunciou a criação do Instituto Livro Amarelo, que terá a função de elaborar programas de governo para candidatos do partido em eleições nacionais, estaduais e municipais.

Quem é Renan Santos

Renan Santos tem 42 anos, é empresário, ativista político e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri.

Natural de São Paulo, iniciou o curso de Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação.

Entre 2015 e 2016, participou das mobilizações favoráveis ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, participou da criação do partido Missão, legenda que obteve registro na Justiça Eleitoral no fim de 2025 e disputa, neste ano, sua primeira eleição nacional.

Principais propostas

Entre os temas centrais defendidos por Renan Santos estão o combate ao crime organizado e mudanças nas áreas econômica e administrativa.

O candidato propõe o endurecimento das penas para crimes violentos, medidas para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas e a adoção do conceito denominado por ele de “Direito Penal do Inimigo”.

Na área econômica, defende substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um modelo baseado na negociação direta entre empregador e empregado, extinguir a Justiça do Trabalho, criar uma reserva nacional em criptomoedas e promover um amplo ajuste fiscal por meio de uma proposta de emenda à Constituição.

Outras propostas incluem condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas administrativas e implementar mudanças estruturais na gestão pública.