Prejuízo dos Correios chega a R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026

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Fachada de agência dos Correios (Foto: Divulgação/Correios)

Resultado negativo cresceu mais de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da redução das perdas no segundo trimestre

Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo de R$ 5,55 bilhões, resultado 30,36% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do desempenho negativo acumulado, o balanço mostra uma redução das perdas no segundo trimestre em comparação tanto com o início deste ano quanto com os mesmos meses de 2025.

Entre abril e junho, o prejuízo líquido da estatal foi de R$ 2,39 bilhões. O valor representa uma queda de 5,5% em relação aos R$ 2,53 bilhões negativos registrados no segundo trimestre do ano passado e uma redução de 24,4% na comparação com o prejuízo de R$ 3,16 bilhões apurado entre janeiro e março deste ano.

Mesmo com a melhora no resultado trimestral, o acumulado dos seis primeiros meses de 2026 ainda revela o agravamento da situação financeira da empresa. No primeiro semestre de 2025, o prejuízo havia sido de R$ 4,26 bilhões.

A receita líquida de vendas e serviços dos Correios alcançou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre. O resultado ficou 5,41% abaixo dos R$ 4,24 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, no entanto, houve crescimento de 3,8% na receita.

Em nota divulgada junto ao balanço, os Correios informaram que os resultados ocorrem durante a execução de um plano de reestruturação da companhia. Entre as medidas previstas estão a revisão de despesas e contratos, a reorganização das operações, iniciativas para aumentar a eficiência e ações voltadas à recuperação das receitas.

A administração da estatal reconheceu que o resultado acumulado do semestre continua pressionando as contas da empresa e defendeu a continuidade das medidas de reestruturação.

O plano inclui mudanças no modelo de negócios, redução de custos e busca por maior eficiência operacional, em uma tentativa de melhorar a sustentabilidade financeira da companhia nos próximos anos.

Além das medidas internas, os Correios também deverão contar com uma injeção de recursos públicos. O governo federal assumiu o compromisso de realizar um aporte de capital de R$ 6 bilhões na estatal até o fim de 2027.

O aporte está previsto nas condições relacionadas ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela empresa no ano passado junto a cinco bancos, com garantia do Tesouro Nacional. Segundo as informações divulgadas, os recursos deverão ser incluídos na proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027.

Com o resultado do primeiro semestre, os Correios seguem enfrentando o desafio de equilibrar as contas ao mesmo tempo em que avançam com o processo de reestruturação. A redução do prejuízo entre o primeiro e o segundo trimestre representa uma melhora pontual, mas o acumulado do ano ainda supera em mais de 30% as perdas registradas no mesmo período de 2025.