
Estado ocupa a 13ª posição no ranking nacional, enquanto documento ultrapassa a marca de 60 milhões de emissões no Brasil
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) ultrapassou a marca de 60 milhões de emissões em todo o Brasil. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mostram que Mato Grosso do Sul acompanha esse avanço e aparece entre os estados com maior adesão ao novo documento.
No Estado, até último levantamento ocorrido no mês passado, 796,8 mil pessoas já emitiram a CIN, o equivalente a 27,4% da população, percentual que coloca Mato Grosso do Sul na 13ª posição do ranking nacional e acima da média brasileira. Em todo o país, o novo documento já foi emitido por cerca de 28,2% da população apta, totalizando mais de 60 milhões de carteiras.
A Carteira de Identidade Nacional substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e adota o CPF como número único de identificação, eliminando a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados distintos.
Documento será obrigatório para beneficiários de programas sociais
O governo federal definiu um cronograma para adoção da nova identidade. Pessoas que recebem benefícios sociais, como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Gás do Povo, deverão providenciar a emissão da CIN até o fim de 2027.
A partir de 2028, o documento será obrigatório para esse público e passará a servir como principal base para o cadastro biométrico nacional. Para os demais cidadãos, a substituição do antigo RG poderá ser feita até 2032.
Mato Grosso do Sul supera média do país
Embora ocupe a 13ª colocação entre as unidades da federação, Mato Grosso do Sul apresenta índice superior ao registrado nacionalmente.
O Acre lidera o ranking proporcional de emissões, seguido por outros estados que também já alcançaram grande parte da população. Mato Grosso do Sul, por sua vez, aparece à frente de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo quando considerado o percentual de habitantes que já possuem a nova carteira.
Mais segurança e integração digital
Além da padronização nacional, a CIN incorpora novos recursos tecnológicos para aumentar a segurança contra fraudes.
O documento conta com QR Code para validação eletrônica da autenticidade, impressão digital e espaço para manifestação da vontade de ser doador de órgãos. Também inclui o código internacional MRZ, utilizado em passaportes, permitindo seu uso como documento de viagem nos países do Mercosul.
Outra novidade é a integração com a plataforma Gov.br, facilitando a obtenção da conta nível Ouro, considerada o mais alto grau de segurança para acesso aos serviços digitais do governo federal.
Como emitir a nova identidade
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. O cidadão deve acessar o portal gov.br/identidade, realizar o agendamento no Instituto de Identificação do seu estado e comparecer na data marcada para coleta biométrica e conferência dos documentos.
É necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.
Após a emissão da versão física, a identidade também pode ser adicionada ao aplicativo Gov.br, ficando disponível em formato digital para utilização em diversas situações, como identificação pessoal e acesso a serviços públicos.
Com mais de 175 milhões de usuários cadastrados na plataforma Gov.br, a CIN também fortalece o acesso a milhares de serviços digitais oferecidos pelos governos federal, estaduais e municipais, incluindo Meu INSS, Meu SUS Digital, Carteira de Trabalho Digital e Assinatura Gov.br.










