Com o compromisso de garantir a proteção integral e o acesso de crianças e adolescentes à Justiça, realizou-se na comarca de Chapadão do Sul audiência de depoimento especial de um adolescente surdo, com a adoção de recursos de acessibilidade necessários à sua participação no procedimento.
Para assegurar a comunicação durante a oitiva, o adolescente contou com o acompanhamento de professora intérprete de Libras, que atuou de forma integrada com a técnica da comarca, responsável pela realização da entrevista forense. A atuação conjunta possibilitou que a comunicação ocorresse de maneira adequada às necessidades do adolescente, respeitando sua condição e garantindo sua participação no procedimento.
Segundo a magistrada responsável pela audiência, Bruna Tafarelo, a adoção dos recursos de acessibilidade representou uma importante medida de proteção e garantia de direitos da criança e do adolescente com deficiência, possibilitando que a oitiva fosse realizada de forma humanizada, e garantindo sua participação efetiva no ato judicial.
A juíza ressaltou que o trabalho desenvolvido pela entrevistadora forense, a assistente social Célia Regina Benetti, em conjunto com a professora intérprete de Libras, Eliana Rodrigues, demonstrou a relevância da atuação articulada dos profissionais envolvidos na efetivação de uma escuta qualificada e acessível. “A entrevista foi conduzida em ambiente protegido e de forma acolhedora, observando os cuidados próprios do depoimento especial e priorizando a preservação da dignidade, da segurança e do bem-estar do adolescente”, afirmou.
A experiência na comarca de Chapadão do Sul deixa evidente a importância da preparação técnica e da atuação humanizada dos profissionais que integram o Sistema de Garantia de Direitos, contribuindo para uma Justiça cada vez mais acessível, inclusiva e comprometida com a efetivação dos direitos e a proteção integral de crianças e adolescentes.




















