Alta na economia impacta setores em Dourados, mas consumidor ainda teme gastar

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Publicado em 05/03/2018 13h45

Alta na economia impacta setores em Dourados, mas consumidor ainda teme gastar

No ano passado foi registrado um crescimento de 1% na economia nacional, tendo sido impulsionado principalmente pela agropecuária

Após a crise que se estabeleceu em todo o país, atingindo também os douradenses, empresários começam a sentir os impactos do crescimento de 1% na economia nacional registrado no ano passado de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ainda tímido, o saldo positivo deve aliviar o caixa das empresas que vinham sofrendo com a recessão de cerca de dois anos.

De acordo com a presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), Elizabeth Salomão, a partir da segunda quinzena de fevereiro deste ano o consumidor passou a manifestar maior interesse nas compras do comércio.

Ela afirma que o município sofreu com a crise e que no final de 2017, o déficit econômico foi mais expressivo.

Temendo assumir dívidas, o douradense ainda está inseguro para novos compromissos financeiros. “O consumidor está focado em recuperar o crédito já visando os períodos comemorativos como o dia das mães em maio” destacou a presidente da Aced.

INDÚSTRIA

A indústria também foi beneficiada com a alta. Para o vice-presidente regional da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Sidnei Camacho, a projeção do setor é de investimento neste ano.

“Através dessa recuperação, mesmo que pouco expressiva, a expectativa dos investidores se consolida e cria interesse para aumento da produção, garantindo consequentemente a expansão dos postos de trabalho” pontuou Sidnei.

Em janeiro, 23,1% das empresas responderam que acreditam numa expansão de produção nos próximos seis meses. Ainda, 13,5% manifestaram interesse em aumentar o quadro funcional.

CAMPO

De acordo com o levantamento do IBGE, a agropecuária foi responsável por 70% desse crescimento econômico. Isso é devido a safra recorde, que promoveu um avanço de 13% do setor em 2017.

Em nota, o presidente do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Mauricio Saito, afirmou que “Apesar da queda nos preços agrícolas em 2017, os investimentos feitos pelo produtor rural, que cada vez mais aplica tecnologias disponibilizadas pela comunidade científica na propriedade, e as condições climáticas favoráveis, estimularam a produção recorde da safra passada e, consequentemente, o resultado positivo”.

Outro fator destacado pela federação foi a exportação. Para o analista da Famasul, Luiz Gama , as vendas externas também foram impulsionadas em 2017 quando a soja cresceu 33% em termos de valor e o milho 25% em nível de Brasil.

“A demanda internacional deve contribuir com o agro este ano, sobretudo, por conta da Ásia, onde estão os principais compradores dos produtos agropecuários brasileiros; o aumento das importações agrícolas principalmente, pela China, e há ainda a expectativa de elevação no consumo interno de proteína animal dada a melhora da economia”, explica ressaltando a expectativa para 2018.

Ddos News

Consumidor está em busca de recuperar o crédito - Crédito: Arquivo/Dourados News