TCE rachado cancela eleição ficando em comando tampão até trio afastado voltar

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(Foto: Divulgação/TCE-MS)

O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de MS), após escândalos (veja detalhes nos links abaixo) com operação policial e ordens judicial para investigações, afastamento de três conselheiros, incluindo o atual presidente e o corregedor, que tiveram que colocar tornozeleira eletrônica, para não irem para cadeia, agora ainda, passados sete dias, está envolto sem saber se realiza a eleição de nova direção que estava marcada para esta semana. Assim, a corte ficará com presidente interino, até processo eleitoral acontecer, sem previsão, pois os membros que ficaram querem esperar resolução do imbróglio policia-judicial e retorno dos três afastados, que estão bem encrencados com muitas acusações de corrupção e outros crimes.

Os conselheiros que restaram no TCE, Jerson Domingos, Flávio Kayatt, Márcio Monteiro e Osmar Jeronymo, coincidentemente todos indicados oriundos da área politica, não chegaram a um consenso e decidiram cancelar a eleição que aconteceria nesta sexta-feira (16) para a escolha do novo presidente. Assim, Iran Coelho, então presidente que renunciou após ser afastados das funções pela Justiça, não terá substituto imediato eleito. Bem como também não, no lugar de Ronaldo Chadid, então corregedor, e, Waldir Neves, conselheiro e ex-presidente da corte. Ambos também retirados dos cargos e colocados em tornozeleira eletrônica.

Jerson tentava costurar um consenso para ser eleito, mas não conseguiu convencer Monteiro e Kayatt. Sem acordo para novo mandato, de dois anos, os conselheiros optaram por deixa-lo na presidência por 180 dias, até o retorno dos afastados pela Justiça após PF operar ‘Terceirização de Ouro’ contra TCE-MS por crimes de peculato, fraude licitações e lavagem de dinheiro.

Conforme estava então em andamento, nesta quarta-feira (14), venceria o prazo para apresentação de chapas no processo eleitoral do TCE. O conselheiro Kayatt era o candidato de consenso, com Wladir de vice, que poderia assumir novamente a presidência em breve, com aposentadoria de Kayatt. Mas isto até o afastamento de Ronaldo Chadid, Iran Coelho e Waldir Neves, onde tudo mudou após operação da PF (Polícia Federal), na corte e vida privada do trio.

TCE rachado cancela eleição ficando em comando tampão até trio afastado voltar
Jesros, a esquerda com Kayaty acima, e , Jeronimo e Monteiro abaixo

Sem acordo

O vice, Jerson, assumiu a presidência, e tentou se manter no cargo, como eleito, mas não conseguiu convencer, principalmente, Márcio Monteiro. Empatado em dois a dois, os conselheiros não conseguiram acordo e agora vão esperar o desfecho do afastamento.

Operação

A operação ‘Terceirização de Ouro’ da PF afastou os três conselheiros do TCE-MS, o presidente, Iran Coelho Neves, Ronaldo Chadid e Valdir Neves, que estão suspensos por 180 dias. Eles estão sendo investigados e ações apuram a indevida contratação de empresa por meio de licitações fraudulentas, utilizando-se de conluio prévio entre as pessoas jurídicas vinculadas participantes do certame.

Os investigados utilizavam- se de diversos artifícios para frustrar o caráter competitivo da licitação, incluindo rapidez incomum na tramitação do procedimento, exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto, contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.

Através da análise do material apreendido por ocasião da Operação Mineração de Ouro, bem como dos dados obtidos no bojo da investigação, com as quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, foi possível apurar que, para dissimular a destinação dos recursos debitados nas contas da empresa contratada, foram criados diversos mecanismos de blindagem patrimonial, antes de serem creditados em contas do destinatário final.

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Equipes da PF-MS e RF dentro do TCE-MS e casas dos três acsuados afastados dos cargos (Foto: divulgação PF-MS

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