Centro de Atendimento às Vítimas já registrou mais de 4,8 mil atendimentos em dois anos na capital

21
Foto: TJMS

Prestes a completar dois anos de funcionamento, o Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Fórum de Campo Grande já realizou 4.869 atendimentos a vítimas e familiares em situação de vulnerabilidade, mantendo uma média de 211,69 atendimentos mensais desde julho de 2024.

Instituído oficialmente no dia 8 de julho de 2024, o serviço mantém ritmo crescente de atuação e contabilizou 1.197 atendimentos apenas nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio deste ano, o CEAV também efetuou 512 encaminhamentos para atendimento social, além de prestar apoio a 223 crianças e adolescentes.

O número de atendimentos registrados em 2026 já supera o total de 2024, que fechou com 1.091 atendimentos, e se aproxima de metade dos 2.581 atendimentos contabilizados ao longo de todo o ano de 2025.

Instalado no 3º e 4º andares do Fórum de Campo Grande, o CEAV oferece apoio, orientação e informações sobre direitos, programas de proteção e a tramitação de processos judiciais a vítimas de crimes e atos infracionais. O trabalho é direcionado principalmente a familiares e vítimas de crimes violentos, como homicídio, latrocínio e estupro, além de pessoas em situação de violência doméstica.

Segundo a juíza Gabriela Muller Junqueira, diretora do Foro de Campo Grande, “o principal objetivo do Centro é assegurar que as pessoas atendidas recebam suporte adequado para enfrentar as consequências emocionais, sociais e jurídicas decorrentes da violência”.

Com equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas de Direito e Serviço Social, o centro presta acolhimento inicial a vítimas que comparecem ao Fórum de Campo Grande para participar de audiências e, quando necessário, realiza encaminhamentos para serviços públicos de assistência jurídica, médica, psicológica, social e previdenciária.

“O CEAV vem se consolidando como um importante serviço de apoio à população. O centro acolhe vítimas de violência e seus familiares com atendimento humanizado, orientações e, quando necessário, encaminhamento à rede de proteção e apoio”, afirma a magistrada.

Estrutura – O Centro dispõe de estrutura adequada para o atendimento, incluindo brinquedoteca e sala de espera equipada com televisão, garantindo maior conforto e acolhimento, inclusive ao público infantil.

Ao avaliar o trabalho desenvolvido pelo centro, a juíza Gabriela Muller Junqueira destaca que a experiência do CEAV “demonstra a importância de investir em políticas públicas de proteção às vítimas, pautadas pela integração dos serviços, pela qualificação do atendimento e pela atenção às necessidades e demandas de cada pessoa acolhida”.