Deputado de MS vai virar réu no STF por três crimes após atentado fake em 2020

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O Enfoque MS vem acompanhando, e já pode noticiar que o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Loester Trutis (PL), vai virar réu e ser julgado por três crimes no no STF (Supremo Tribunal Federal), após suposto atentado em 2020. O Supremo, ainda acaba prazo nesta segunda-feira (15), de primeiro julgamento para acolher a denuncia e pedido do Ministério Publico Federal, devido ao foro privilegiado, para processar o parlamentar. Mas, a corte já formou maioria, seis dos onze ministros, pelo recebimento da denúncia contra Trutis e seu assessor Ciro Nogueira Fidelis.

Trutis e Fidelis, ainda não sacramentado, mas já podem se considerar réus pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, falsa comunicação de crime e disparo de arma de fogo por simular um suposto atentado a bala, em rodovia de MS, em 16 de fevereiro de 2020. A analise começou a dez dias, no último dia 06, com a liberação do voto e relatório.

O julgamento eletrônico, recebeu últimos votos, dos ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia, pelo acolhimento da denúncia e futuro julgamento. Já a alguns dias, como noticiamos, a relatora do processo, ministra Rosa Weber, votou pelo recebimento da denúncia e após já foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Para magistrada-relatora, há indícios robustos de que o atentado foi simulado.

Assim, o placar está 6 a 0 para tornar o polêmico deputado réu na corte ante o então 16 de fevereiro de 2020, quando Trutis procurou a Polícia Federal para denunciar que foi vítima de um atentado a bala na BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia. No entanto, a investigação mostrou que o atentado foi simulado pelo próprio deputado e assessor para chamar a atenção, já que planejava disputar a prefeitura da Capital.

Termina hoje

O julgamento no STF termina na segunda-feira (15). Ainda faltam votar os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Nunes Marques e André Mendonça.

Apesar de em tese ser absurda, mas há perspectiva de que apenas os ministros indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trutis, votem para livrar o parlamentar de responder pelos crimes.

atentado’

O parlamentar alegou ter sofrido um atentado a bala após ser perseguido por uma caminhonete na BR-060. Só que ao registrar a ocorrência, ele não esperava ser entregue pelo GPS do veículo, que era locado. A Polícia Federal usou o GPS do veículo, que era locado, para refazer o percurso do deputado e descobriu que os tiros foram disparados em uma estrada vicinal, sem movimento, e não na BR-060.

Assim, com base no GPS, a PF chegou a uma estrada vicinal, onde supostamente ele e Ciro Nogueira simularam o atentado, e encontrou as cápsulas deflagradas. Câmeras de vigilância da rodovia também mostraram o parlamentar e o assessor transitando devagar, sem ninguém na cola, procurando um lugar tranquilo para efetuarem os disparos.

No relatório, a ministra cita 12 pontos apontados pela PF para contestar a tese de atentado e confirmar os três crimes cometidos por Trutis e Nogueira. O deputado seguiu o exemplo de Ari Artuzi, que era prefeito de Dourados quando também simulou um atentado em uma estrada vicinal.

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