O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) determinou a apreensão de uma extravagante e irregular caminhonete coberta por adesivos do candidato a reeleição a deputado federal Loester Trutis (PL) e da candidata a deputada estadual Raquelle Trutis (PL), esposa do parlamentar, que foi eleito então na onda bolsonarista pelo PSL. Trutis, que já é réu no STF (Supremo Tribunal Federal), relembre abaixo sobre o caso, poderá responder pela questão eleitoral.
O fato de irregularidade de campanha, junto a infração do CBT (Código Brasileiro de Trânsito), chegou ao TRE-MS, devido a eleitores que denunciaram uma ‘caminhonete completamente coberta por adesivos de campanha eleitoral de candidatos a deputado federal e estadual”. Assim, a fiscalização eleitoral determinou a apreensão do veículo, que além dos adesivos de candidatos de MS, o carro possui propaganda a presidente de Jair Bolsonaro.
Conforme a denúncia, realizada pelo aplicativo ‘Pardal’, a caminhonete circulava pelas ruas do Estado, ‘causando’ pela propaganda irregular.
Segundo o juiz da 8ª Zona Eleitoral, Luiz Felipe Medeiros Vieira, “o ganho eleitoral obtido pelos candidatos/denunciados com esse tipo de propaganda irregular fere gravemente o princípio da igualdade de oportunidade entre candidatas e candidatos”. Isso porque causa “efeito visual único provocado sobre os transeuntes em vias públicas”.
TRE-MS decide
A poluição visual com gasto que remonta o ‘princípio da igualdade’, fez com que juiz decidisse sobre aceitar a denúncia, pois afirmou até que não é possível verificar a cor do carro, devido à quantidade de adesivos. Assim, o magistrado determinou que o veículo devesse ser apreendido e levado para pátio específico da Polícia Federal.
Por fim, decidiu que o carro ficará nesse local por 72 horas e deverá ser retirado do local após o decurso do prazo, se o revestimento adesivo seja retirado completamente.
Réu por simular atentado
Como o Enfoque MS já noticiou, o deputado federal Loester Trutis (PL) e o chefe de gabinete Ciro Fidelis se tornaram réus no STF (Supremo Tribunal Federal), por simularem um atentado contra a vida do parlamentar na BR-060.
Os onze ministros da Corte votaram a favor do recebimento da denúncia, feito pela Procuradoria-Geral da República após investigação da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul.
Ambos responderão por comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo.
Para a PF, Trutis (PL) encenou o atentado: a conclusão, cujas informações investigadas já apontavam para simulação por parte do parlamentar, está em relatório encaminhado ao STF, no qual a polícia pedia indiciamento de Trutis e de seu assessor.





















