Lula vê vantagem diminuir, e Flávio Bolsonaro chega ao início da campanha em alta

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O presidente Lula, à esquerda, e o senador Flávio Bolsonaro, à direita (Foto: Reprodução)

Nova pesquisa Quaest mostra petista com 43% e senador com 40% no segundo turno das eleições de 2026

A disputa pela Presidência da República chega ao início oficial da campanha, neste domingo (16), com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) separados por apenas três pontos percentuais no segundo turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). O levantamento mostra o presidente com 43% das intenções de voto, contra 40% do senador.

Embora Lula ainda apareça numericamente à frente, os índices estão dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando empate técnico. No levantamento anterior, divulgado em 5 de agosto, o petista tinha 44% e Flávio, 39%.

A aproximação entre os dois candidatos chamou a atenção dentro do PT e foi recebida com otimismo pela campanha de Flávio. Mais do que o resultado isolado, os grupos políticos avaliam o movimento observado nas últimas pesquisas, com redução da diferença entre os dois principais nomes da corrida presidencial.

No PT, a avaliação é de que a oscilação negativa de Lula pode estar relacionada ao noticiário recente envolvendo integrantes de seu círculo familiar e político. O filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tornou-se alvo de três inquéritos da Polícia Federal por suspeitas relacionadas a tráfico de influência no governo.

Outro episódio citado entre os fatores que podem ter afetado o cenário foi o recebimento de um depósito pela empresária Roberta Luchsinger para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula e amigo de Lulinha. O caso também é alvo de investigação.

Apesar do sinal de alerta, integrantes da campanha petista evitam interpretar os números como uma tendência consolidada de queda. A avaliação é de que as oscilações permanecem dentro da margem de erro e de que Lula continua competitivo na disputa.

Outro dado da pesquisa é usado pelos aliados do presidente para sustentar essa leitura. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados acreditam que Lula será o vencedor da eleição, percentual superior ao registrado pelo petista na intenção de voto.

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta níveis elevados de rejeição entre os dois principais candidatos. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 52% rejeitam Lula.

Flávio chega ao início da campanha com redução da diferença

No grupo político de Flávio Bolsonaro, o resultado foi interpretado de maneira positiva. Aliados destacam a redução da distância para Lula e avaliam que o senador conseguiu interromper uma sequência de dificuldades registradas durante a pré-campanha.

Entre os episódios que provocaram desgaste esteve a divulgação de um áudio em que Flávio pede recursos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o financiamento do filme “Dark Horse”.

A aproximação registrada pela Quaest é vista pela campanha como um indicativo de que o cenário eleitoral pode sofrer alterações com o início oficial da disputa e com a ampliação da exposição dos candidatos.

Caiado mira eleitores indecisos

Enquanto Lula e Flávio concentram as atenções no cenário de segundo turno, outros candidatos tentam ampliar o espaço na primeira etapa da eleição.

A campanha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aposta principalmente no grande número de eleitores que ainda não definiram o voto. Na pesquisa espontânea da Quaest, 51% dos entrevistados não indicaram candidato.

A avaliação do grupo de Caiado é que o início da campanha e a exposição dos candidatos no rádio e na televisão podem aumentar o conhecimento do eleitor sobre os nomes que disputam a Presidência.

No cenário de primeiro turno divulgado pela Quaest, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%.

Na simulação com 13 candidatos, Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada.

O levantamento mostra, portanto, um cenário de forte concentração dos votos nos dois primeiros colocados, mas também um contingente expressivo de eleitores que ainda não definiu sua escolha. A campanha eleitoral, que começa oficialmente neste domingo, deverá ampliar a exposição dos candidatos e abrir uma nova etapa da disputa pela Presidência.